O pacto entre traficantes e milicianos evangélicos proibindo religiões afro-brasileiras no Rio

Foto: Reprodução de Frame do vídeo | YouTube

Mais Lidos

  • Centenas de aeronaves americanas prontas para atacar. Forças russas e chinesas estão realizando exercícios com Teerã

    LER MAIS
  • Pesquisadora e autora do livro Capitalismo Gore, lançado recentemente no Brasil, analisa como a violência contra minorias políticas resulta de um embaralhamento entre patriarcado e lucratividade midiática que transforma líderes extremistas em chefes de estado

    O desafio de transcender o ódio, combustível da extrema-direita, para superar a teocracia midiática. Entrevista especial com Sayak Valencia

    LER MAIS
  • Jesuíta Reese sobre Trump: Um desastre para os Estados Unidos e para o mundo inteiro

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

16 Janeiro 2021

Em vídeo, o professor de História Contemporânea, Francisco Teixeira, explica o novo poder das milícias.

A reportagem é publicada por Jornal GGN, 14-01-2021.

poder da milícia, que se uniu ao tráfico no “Complexo de Israel”, conglomerado de comunidades da zona norte do Rio de Janeiro, é abordado pelo professor de História Contemporânea, Francisco Teixeira, em entrevista ao programa Planeta Azul. Os grupos criminosos se auto intitulam evangélicos e agora proíbem a prática de religiões afro-brasileiras em seus domínios.

Um inquérito da Polícia Civil do Rio, obtido pelo Globo nos primeiros dias de 2021, revelou o tal pacto fechado entre traficantes e milicianos do Quitungo, em Brás de Pina, para integrar a quadrilha e a comunidade ao “Complexo de Israel”, que já abrangia Vigário Geral, Parada de Lucas e Cidade Alta.

O acordo, que prevê a união das quadrilhas em invasões a favelas dominadas pela maior facção do tráfico do Rio, rival de ambas, também foi posto sobre novas regras pelos evangélicos, que proíbem a prática de religiões afro-brasileiras, com medidas que vão desde a expulsão de pais e mães de santo das comunidades, até a proibição de que moradores usem roupas brancas, cor usualmente vestida por praticantes do candomblé.

Ainda, no “Complexo de Israel”, os traficantes usam símbolos do Estado de Israel, como a bandeira do país e até a Estrela de Davi, para demarcar o seu domínio. Uma teoria prevalente em algumas correntes evangélicas, particularmente as neopentecostais, prega que a criação do Estado de Israel foi o prenúncio da volta de Jesus Cristo.

Entenda o novo poder, a milícia:

 

Leia mais