México: “Padre dos migrantes” morre por Covid-19

Pedro Pantoja, o padre dos migrantes. | Foto: CNS/David Agren

Mais Lidos

  • O Apocalipse não é o fim do mundo, mas a salvação do cristão. Artigo de Enzo Bianchi

    LER MAIS
  • MST transforma um dos maiores latifúndios do sul do Brasil em território da Reforma Agrária

    LER MAIS
  • Primeira encíclica do Papa Leão XIV reforça o conceito de dignidade ontológica absoluta, denuncia a não neutralidade tecnológica e concentração privada do poder digital e chega a um público que os documentos jurídicos não alcançam, diz advogado e pesquisador da área do Direito

    Magnifica Humanitas: “Uma leitura que nenhum documento governamental teria facilidade de fazer com franqueza”. Entrevista especial com Marcelo Chiavassa

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

21 Dezembro 2020

O vírus matou Pedro Pantoja, o jesuíta que dedicou sua vida ao povo em fuga. Renomado ativista, colecionou prêmios e ameaças dos narcotraficantes. Até agora, 129 sacerdotes já morreram devido à pandemia no México.

A reportagem é de Lucia Capuzzi, publicada por Avvenire, 19-12-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

 

Padre Pedro Pantoja. (Foto: Youtube/Reprodução)

A Covid-19 o matou na noite de sexta-feira, no dia da ONU dedicado aos migrantes. Uma data evocativa, voltada àquele povo em fuga a quem Pedro Pantoja, sacerdote jesuíta, havia dedicado a vida. E dedicou desde jovem quando, tendo recém-entrado na Companhia, acompanhava os trabalhadores mexicanos explorados nas vinhas da Califórnia.

Mapa do México. (Fonte: Wikimedia Commons)

Até o fim, o religioso de 76 anos permaneceu para assistir aos refugiados no refúgio de Belém, em Saltillo, fundado por ele em 2004, junto com o bispo cessante, Raúl Vera López. Não se trata apenas de um lugar onde os migrantes recebem comida e abrigo: o centro denunciou várias vezes a violência perpetrada contra os imigrantes ilegais pelo crime organizado e por setores de instituições corrompidas por este último. 

O Pe. Pedro colecionou ameaças de morte e prêmios internacionais pela sua defesa dos direitos humanos. Ele não dava muita atenção a ambos: preferia continuar o trabalho cotidiano de cuidar dos últimos.

O vírus o atingiu no dia 1º de dezembro. A situação se agravou no sábado passado, quando ele foi internado no hospital. A Diocese de Saltillo manifestou grande dor pelo seu falecimento. As principais organizações dos direitos humanos, incluindo a ONU, juntaram-se às condolências.

Mapa de Saltillo, uma cidade do México capital do estado de Coahuila. (Fonte: Google Maps)

Com o Pe. Pantoja, já são 129 os sacerdotes que morreram no México devido à pandemia, que também ceifou quatro bispos.

 

Leia mais