STF adia julgamento sobre direitos indígenas, mas mobilização continua

Mobilização Kaingang em defesa dos direitos constitucionais dos povos indígenas em Vicente Dutra (RS). | Foto: Divulgação/Cimi

Mais Lidos

  • O manifesto perturbador da Palantir recebe uma enxurrada de críticas: algo entre o tecnofascismo e um vilão de James Bond

    LER MAIS
  • A socióloga traz um debate importante sobre como as políticas interferem no direito de existir dessas pessoas e o quanto os movimentos feministas importam na luta contra preconceitos e assassinatos

    Feminicídio, lesbocídio e transfeminicídio: a face obscura da extrema-direita que viabiliza a agressão. Entrevista especial com Analba Brazão Teixeira

    LER MAIS
  • Trump usa o ataque para promover sua agenda em meio ao bloqueio de informações sobre o Irã e índices de aprovação em níveis historicamente baixos

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

28 Outubro 2020

Luta em defesa dos direitos constitucionais dos povos originários avança por todo o Brasil.

A reportagem é publicada por Conselho Indigenista MissionárioCimi, 26-10-2020. 

Na quinta-feira (22), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, retirou de pauta o julgamento de repercussão geral sobre direitos indígenas que estava previsto para o dia 28 de outubro.

Ainda sem nova data, o julgamento é central para os povos originários e pode trazer uma definição a respeito do seu direito mais fundamental: o direito à terra.

A repercussão geral, determinada pelo STF, significa que a decisão tomada nesse caso se estenderá a todos os processos sobre o tema e terá consequências para todos os povos indígenas do Brasil.

Por isso, as últimas semanas foram de muita mobilização. As manifestações de rua, impossibilitadas pela pandemia, foram substituídas por manifestações virtuais, nas redes sociais, e locais, a partir dos territórios e aldeias de todo o país, registradas pelos povos em fotos e vídeos.

Milhares de pessoas engrossaram o coro em defesa dos direitos constitucionais indígenas e contra a perversa tese do marco temporal, que legitima as violências praticadas contra estes povos antes de 1988 – e que pode, neste julgamento, ser definitivamente enterrada pela Corte.

Mobilização Kaingang em defesa dos direitos constitucionais dos povos indígenas em Vicente Dutra (RS). (Foto: Divulgação/Cimi)

No Twitter, #MarcoTemporalNão ficou durante horas entre os assuntos mais comentados. Em São Paulo, a mensagem de que a história dos povos indígenas não começou em 1988 ganhou as paredes em enormes projeções.

No site do Cimi, colocamos no ar uma página especial com materiais que explicam o que está em jogo nesse processo. Nela, também é possível conhecer um pouco mais da história do povo Xokleng, cujo território tradicional está na origem do processo de repercussão geral. Para acessar a página especial do Cimi clique aqui.

Em meio às violações e ao desmonte da política indigenista pelo governo federal, que tem cumprido a promessa de não demarcar “um centímetro” de terra para os povos originários, os olhares e a esperança destes povos e seus aliados seguem voltados ao STF. E a mobilização em defesa dos direitos constitucionais indígenas continua.

(Fonte: Divulgação/Cimi)

 

Leia mais