A cibersegurança do Vaticano apresenta falhas

Foto: Vatican News

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20 Agosto 2020

Pesquisadores britânicos asseguram ter várias brechas abertas nos servidores do Vaticano.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 18-08-2020. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Uma empresa britânica de cibersegurança descobriu falhas de segurança em alguns dos sites do Vaticano, incluindo a página de doação do Óbolo de São Pedro. Como informou o jornal britânico Daily Express, a Cybersec Innovation Partners (CIP) identificou vários problemas que poderiam se utilizar para a fraude online.

“Informamos ao Vaticano há duas semanas sobre suas numerosas e inaceitáveis vulnerabilidades de segurança, porém nada foi feito para garantir a segurança das pessoas que querem apoiar a sua igreja com doações”, disse um porta-voz da companhia. Não se sabe se já ocorreram danos ou se as lacunas têm relação com um ataque de hackers chineses contra o Vaticano em julho do ano passado.

Um dos problemas identificados é a falta de criptografia para a maioria dos 84 domínios do Vaticano, incluindo a página principal vatican.va. O portal de doações do Óbolo de São Pedro também não é criptografado. A falta desta camada de segurança, que é reconhecível pela ausência do cadeado e pelo aviso de “não é seguro” na barra de endereços do navegador, pode ser aproveitada com transmissão de conteúdos falsificados no lugar do original.

O Vaticano foi alvo de hackers chineses durante meses

O processamento dos pagamentos ao Óbolo de São Pedro é realizado com um sistema criptografado. No entanto, o formulário de doação e o montante está sem cifrar. Segundo o Daily Express, a companhia de segurança também destacou ao Vaticano que as violações de dados resultantes das brechas de segurança poderiam supor fortes multas.

O Estado Vaticano se defende dizendo que não existe uma Lei de Proteção de Dados na Santa Sé, mas sim a nível europeu. E os provedores externos da União Europeia devem seguir suas disposições se quiserem se dirigir a cidadãos europeus.

O Vaticano e outras instituições católicas foram alvo de hackers chineses durante meses. Devido às negociações sobre um novo acordo entre a Santa Sé e a China, assim como o movimento democrático em Hong Kong, suspeita-se que os grupos de hackers chineses aliados ao estado atacaram parcialmente com êxito os servidores da Igreja. A diocese de Hong Kong e o Centro Alemão da China em Sankt Augustin também foram atacados. Em 2018, o Vatican News foi vítima de uma falha de segurança: devido a um erro técnico, pessoas não autorizadas puderam publicar qualquer conteúdo no site.

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