Novo bispo austríaco se opõe ao celibato sacerdotal obrigatório

Josef Marketz | Foto: Vatican News

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

13 Dezembro 2019

O Vaticano nomeou Josef Marketz, 64 anos, como o novo bispo de Klagenfurt-Gurk, a diocese mais ao sul e a segunda mais antiga da Áustria. Depois de ser nomeado pelo Papa Francisco no dia 3 de dezembro, Marketz deu uma entrevista ao Die Kleine Zeitung no dia 7 de dezembro, na qual levantou questionamentos sobre o celibato sacerdotal.

A reportagem é de Christa Pongratz-Lippitt, publicada em The Tablet, 11-12-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

“Existem muitas boas razões para abolir o celibato sacerdotal obrigatório”, disse ele ao jornal. A necessidade de abolir o celibato compulsório “não se deve tanto ao fato de que todo homem precisa de uma esposa ao seu lado”, explicou, mas tem mais a ver com a solidão. “Eu vejo continuamente o quanto os padres idosos são solitários, cuja família muitas vezes não está mais viva. É extremamente difícil levar uma vida digna na velhice sem uma família”, afirmou.

Marketz, que é membro da minoria eslovena na Caríntia e é bilíngue em esloveno e alemão, é diretor da Cáritas Caríntia nos últimos cinco anos. Ele disse que quer ser um “bispo do Papa Francisco”, viver modestamente e cuidar dos pobres. “É por isso que eu não quero me mudar para a residência episcopal”, explicou. Ele sempre lutou por um tratamento mais humano aos refugiados e imigrantes, e criticou fortemente a política de imigração da União Europeia.

A Diocese de Klagenfurt-Gurk está em agitação desde que Dom Alois Schwarz, que era bispo desde 2001, foi transferido em julho de 2018 para a Diocese de Sankt Pölten, na Baixa Áustria, onde ele hoje é bispo.

Como Schwarz foi acusado de má conduta financeira e pessoal durante seu tempo como bispo da Diocese da Caríntia, o Vaticano pediu que o arcebispo Franz Lackner, de Salzburgo, realizasse uma visitação à diocese em 2018. Os resultados da visitação nunca foram publicados, e Schwarz ainda está sob a investigação dos tribunais austríacos.

Em outubro deste ano, a chefe do ramo caríntio da organização leiga “Fórum de Cristãos Responsáveis”, Gerda Schaffelhofer, escreveu ao Papa Francisco pedindo urgentemente que ele nomeasse um novo bispo para Klagenfurt. O papa respondeu ao pedido em poucos dias com uma carta pessoal, na qual lhe assegurou que entendia o problema e procuraria uma solução.

Marketz diz que quer convencer Schwarz a pedir desculpas aos católicos da Caríntia pela turbulência que ele provocou. Ele será consagrado na Catedral de Klagenfurt no dia 2 de fevereiro de 2020.

Leia mais