Alemanha. Líderes da Igreja e do Estado celebram aniversário da Operação Valquíria, que tentou matar Hitler

Mais Lidos

  • “A humanidade abriu as portas do inferno”, alerta António Guterres, secretário-geral da ONU

    LER MAIS
  • Brasil precisa de sistema de alerta antecipado contra desastres ambientais. Entrevista com Francisco Eliseu Aquino

    LER MAIS
  • “Precisamos de uma ministra negra para o STF começar a dar respostas ao racismo estrutural no país”. Entrevista com Ingrid Farias

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


Revista ihu on-line

Zooliteratura. A virada animal e vegetal contra o antropocentrismo

Edição: 552

Leia mais

Modernismos. A fratura entre a modernidade artística e social no Brasil

Edição: 551

Leia mais

Metaverso. A experiência humana sob outros horizontes

Edição: 550

Leia mais

24 Julho 2019

O complô da bomba de julho de 1944, liderado por Claus Schenk von Stauffenberg, por pouco não matou Hitler.

A reportagem é de Jonathan Luxmoore, publicada por The Tablet, 22-07-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Líderes da Igreja e do Estado da Alemanha comemoraram a “Operação Valquíria”, o complô da bomba de julho de 1944, liderado por Claus Schenk von Stauffenberg, que por pouco não matou Adolf Hitler.

“Devemos ser gratos a essas pessoas do 20 de julho”, disse o cardeal Rainer Maria Woelki, de Colônia. “Durante o capítulo mais sombrio da história alemã, há 75 anos, eles lançaram um raio de luz e deram coragem a outros, seguindo bravamente a voz da consciência.”

O cardeal publicou sua mensagem durante as comemorações do complô, realizadas no fim de semana. O complô foi idealizado pelo aristocrata e oficial do Exército Von Stauffenberg, com os generais Friedrich Olbricht e Ludwig Beck, em que uma bomba foi plantada na sala de reuniões do bunker Wolfsschanze (Covil do Lobo) de Hitler, perto de Rastenburg, na Prússia Oriental.

Enquanto isso, o arcebispo Heiner Koch, de Berlim, disse que a tentativa de assassinato ocorreu quando “toda a humanidade e a dignidade humana” estavam sendo negadas pelo assassinato em massa de judeus pelos nazistas e pela ocupação dos países vizinhos, acrescentando que a cumplicidade do clero cristão no complô, ao lado de pessoas de várias visões políticas, havia mostrado que “existia outra Alemanha além da Alemanha dos nacionalistas”.

Hitler se protegeu com uma pesada mesa de carvalho e sofreu apenas pequenos ferimentos na explosão, razão pela qual os principais conspiradores foram mortos por fuzilamento ou estrangulados, e mais de 7.000 outros foram mortos ou enviados para os campos de concentração em vingança.

Falando no local de execução de Stauffenberg em Berlim, a chanceler Angela Merkel disse que o aniversário era “um alerta para todos estarem vigilantes na oposição a todas as formas de racismo e nacionalismo”, enquanto o presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, disse que os conspiradores e outros grupos antinazistas de 1944 mereciam ser lembrados pela sua “parte fundamental na história da liberdade alemã”.

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Alemanha. Líderes da Igreja e do Estado celebram aniversário da Operação Valquíria, que tentou matar Hitler - Instituto Humanitas Unisinos - IHU