Cientistas querem 1/3 dos oceanos protegidos até 2030

Oceano. | Foto: Pixabay

Mais Lidos

  • Escravidão moderna, trabalhadores desprotegidos e precarização universalizada. Entrevista com Reginaldo Ghiraldelli

    LER MAIS
  • Médico defende cuidados paliativos no fim da vida e amenização total da dor em pacientes terminais. “O alívio deve ser na dor total: física, espiritual e emocional”, diz

    Cuidados paliativos: 86% das pessoas que precisam de auxílio no fim da vida são abandonadas. Entrevista especial com Angelo Atalla

    LER MAIS
  • A emergência de uma cultura livre na era da IA depende de restituir os comuns digitais que hoje vêm sendo capturados sem nenhuma contrapartida por parte das grandes plataformas digitais

    Desnaturalizar a IA é trazer à superfície sua estrutura fundada no trabalho comum. Entrevista especial com Leonardo Foletto

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

09 Abril 2019

Cientistas da Universidade de York propuseram um mapeamento de 1/3 dos oceanos protegidos até 2030. É preciso salvaguardar a vida selvagem. E mitigar os impactos da mudança climática. A pesquisa explora o que significaria proteger completamente 30%, e 50% dos oceanos. Essas metas foram discutidas nas negociações na ONU para um Tratado Global dos Oceanos para protegê-los fora das fronteiras nacionais, o chamado alto-mar, cobrindo 230 milhões de quilômetros quadrados. 

A reportagem é de João Lara Mesquita, publicada por Phys.org e reproduzida por Mar Sem Fim, 06-04-2019.

O estudo sobre oceanos protegidos

Em um dos maiores estudos do gênero, pesquisadores ‘recortaram’ os oceanos globais em 25.000 quadrados de 100×100 km. Eles mapearam a distribuição de 458 diferentes características de conservação. Elas incluem vida selvagem, habitats e principais características oceanográficas. Foram gerados centenas de cenários para que a rede de santuários oceânicos, livre de atividades humanas, pudesse aparecer. A equipe incluiu pesquisadores da Universidade de York, de Oxford e do Greenpeace, mostrou que as metas podem ser alcançadas empregando uma rede de reservas marinhas em alto mar.

Santuários mundo afora

No Brasil, ambientalistas defendem pelo menos dois santuários, um para baleias, na Atlântico Sul, outro para tubarões, em Fernando de Noronha.

Para o professor Callum Roberts, biólogo de conservação marinha, “Perdas extraordinárias de aves marinhas, tartarugas, tubarões e mamíferos revelam um sistema de governança furado que os governos das Nações Unidas precisam urgentemente rearranjar”.

Os alertas sobre os Oceanos

Os cientistas alertam que os oceanos estão em risco devido à pesca, à ameaça emergente da mineração do leito do mar profundo, às mudanças climáticas que aquecem os mares e outras poluições, como o lixo plástico.

Para Louisa Casson, ativista do Greenpeace, “Nos próximos 18 meses, os governos em todo o mundo têm uma oportunidade única de estabelecer uma estrutura global para proteger os oceanos. Trabalhando juntos, eles podem facilitar a proteção de 30% dos oceanos até 2030, por meio de uma rede de santuários.”

Reação ao estudo

O mundo corre contra o tempo para criar as áreas marinhas onde estão os últimos berçários. A sugestão foi bem recebida no Reino Unido. O ministro do Meio Ambiente, Michael Gove, declarou, “O Reino Unido já está em curso para proteger mais da metade de suas águas. Eu me uno ao Greenpeace para pedir que outros países trabalhem juntos em prol de um tratado que proteja pelo menos 30% dos oceanos do mundo.”

Vamos nesta, Brasil?

Leia mais