"Brasil, chegou a vez de ouvir as Marias, Mahins, Marielles, malês". Veja a letra do samba-enredo da Mangueira

Comissão de frente da Mangueira desconstrói os personagens da história do Brasil | Foto: Tomaz Silva - Agência Brasil

Mais Lidos

  • ​Sociólogo analisa a conjuntura eleitoral e os possíveis desfechos da eleição de domingo. “Diria que hoje, para sermos mais conservadores na análise, os dois vão para o segundo turno com um viés de alta para o Lula”

    Eleições 2026: “Brasil pode entrar numa rota de conflito interno e de ingovernabilidade radical”. Entrevista especial com Rudá Ricci

    LER MAIS
  • O candidato de extrema-direita Flávio Bolsonaro derrota Lula no primeiro turno das eleições no Brasil. Artigo de Bernardo Gutiérrez

    LER MAIS
  • Pesquisadores comentam dados iniciais do pleito e tendências para o 2º turno

    1º turno das eleições de 2026 é marcado por metamorfoses, tecnonepotismo e insatisfação. Entrevista especial com Tatiana Vargas-Maia e Ricardo Costa de Oliveira

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

07 Março 2019

A Verde e Rosa traz o enredo “História pra ninar gente grande”, que promete fazer uma narrativa de “páginas ausentes” da história do Brasil

A reportagem foi publicada por G1, 19-01-2019. 

A Mangueira traz este ano o enredo “História pra ninar gente grande”, que promete fazer uma narrativa de “páginas ausentes” da história do Brasil. A Verde e Rosa propõe repensar narrativas oficiais que foram ensinadas ao longo de gerações para os brasileiros.

Veja a letra do samba:

História pra ninar gente grande

Mangueira, tira a poeira dos porões

Ô, abre alas pros teus heróis de barracões

Dos Brasil que se faz um país de Lecis, jamelões

São verde e rosa as multidões

Brasil, meu nego

Deixa eu te contar

A história que a história não conta

O avesso do mesmo lugar

Na luta é que a gente se encontra

Brasil, meu dengo

A Mangueira chegou

Com versos que o livro apagou

Desde 1500

Tem mais invasão do que descobrimento

Tem sangue retinto pisado

Atrás do herói emoldurado

Mulheres, tamoios, mulatos

Eu quero um país que não está no retrato

Brasil, o teu nome é Dandara

E a tua cara é de cariri

Não veio do céu

Nem das mãos de Isabel

A liberdade é um dragão no mar de Aracati

Salve os caboclos de julho

Quem foi de aço nos anos de chumbo

Brasil, chegou a vez

De ouvir as Marias, Mahins, Marielles, malês

 

 

Leia mais