''Papa Francisco, nós compartilhamos o seu sonho''

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21 Outubro 2017

Uma nova iniciativa em defesa do Papa Francisco. Alguns conservadores católicos haviam criticado recentemente o pontífice. Agora, ele recebe o apoio de pessoas de primeiro plano. Diversos bispos, teólogos e católicos envolvidos na vida pública aderiram a uma iniciativa online.

A reportagem é da agência KNA, 17-10-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A nova iniciativa internacional pretende defender o Papa Francisco dos ataques de críticos católicos. O grupo Pro Pope Francis, em que estão presentes católicos envolvidos na Igreja e na vida pública, dirige-se diretamente ao papa com uma carta online.

“Com esta carta aberta, queremos expressar a nossa gratidão pela sua liderança papal corajosa e teologicamente fundamentada”, afirma-se no site Pro Pope Francis. Afirma-se ainda que a cultura pastoral de Francisco é favorável a uma relação com as pessoas em que a última palavra deve ser a misericórdia, e não a lei.

“Você sonha com uma ‘Igreja como mãe e pastora’. Nós compartilhamos o seu sonho”, declaram os signatários.

No site, também é possível ver a lista com os signatários da carta aberta. Entre eles, encontram-se, ao lado dos promotores, os teólogos Paul Zulehner (Viena) e Tomáš Halik (Praga); os bispos eméritos austríacos Paul Iby (Eisenstadt) e Helmut Krätzl (Viena); o abade de Pannonhalma (Hungria), Asztrik Varszegi; o bispo auxiliar de Praga, Vaclav Maly; o bispo emérito de Narth-Aliwal (África do Sul), FritzLobinger; e Christian Weisner, do “Nós Somos Igreja” Alemanha.

Na carta, eles pedem que o papa não se afaste do caminho empreendido e lhe asseguram o seu apoio. Dizem que Francisco conseguiu reformar, em pouco tempo, a cultura pastoral da Igreja Católica e reconhecem que as pessoas “feridas” estão perto do seu coração, assim como a natureza ferida.

“Você vê a Igreja como um hospital de campanha nas margens da vida.”

Na origem da iniciativa, está uma crítica formal publicada no fim de setembro por teólogos e clérigos conservadores, que pedem que o papa se distancie de “heresias”. Os signatários de tal repreensão são da opinião de que Francisco difundiu, “de forma direta ou indireta”, pontos de vista heréticos sobre o matrimônio, a moral e a doutrina dos sacramentos.

Entre eles, está o escritor alemão Martin Mosebach, o ex-chefe do banco vaticano, o IOR, Ettore Gotti Tedeschi, ex-presidente do conselho italiano do CNR, Roberto de Mattei, assim como o filósofo e padre Antonio Livi, ex-decano da Universidade Lateranense. Entre os signatários, está também o superior-geral de uma fraternidade tradicionalista, Bernard Fellay.

* * *

No sítio Pro Pope Francis, é possível assinar a carta aberta Pro Pope Francis e ver a lista completa dos signatários.

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