O sucessor de Georg Ratzinger em Regensburg define-o como “impulsivo e fanático”

Mais Lidos

  • Quando a cristandade se torna irrelevante, o cristão volta a ser sal. Artigo de Enzo Bianchi

    LER MAIS
  • Guerra, mineração e algoritmos: as engrenagens da desigualdade. Destaques da Semana no IHUCast

    LER MAIS
  • ​Economista e jesuíta francês ministra videoconferência nesta terça-feira, 28-04-2026, em evento promovido pela Comissão para Ecologia Integral e Mineração da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em parceria com Instituto Humanitas Unisinos – IHU

    Gaël Giraud no IHU: Reabilitar os bens comuns é uma resposta política, social, jurídica e espiritual às crises ecológicas e das democracias

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

21 Julho 2017

Georg Ratzinger, irmão de Bento XVI e ex-diretor do coro católico alemão de Regensburg, onde mais de 500 meninos sofreram abusos, era um homem “impulsivo e fanático”, “temido” pelos estudantes devido à sua violência, segundo denunciou seu sucessor, Roland Büchner.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 20-07-2017. A tradução é de André Langer.

Em uma entrevista concedida ao semanário Die Zeit, Büchner aponta que Ratzinger “impunha sua concepção de disciplina musical”. O irmão do Papa emérito, por sua vez, disse na quarta-feira que nunca tomou conhecimento da violência ou de abusos sexuais sofridos por seus alunos.

“Durante os ensaios, ele era impiedoso. Depois podia ser o homem mais bonachão do mundo. Alguns alunos o viam como um modelo, outros o temiam como alguém que batia”, disse seu sucessor. “Imperava um sistema de medo” no coro criado em 975, segundo Büchner, que reconheceu que sabia dos abusos e lamenta não ter exigido “de maneira mais firme um esclarecimento completo”.

“Não se tratava ‘somente’ de tapas, mas de verdadeiros maus-tratos. Era uma explosão de violência; havia feridas físicas”, afirma Büchner. Um relatório revelou que pelo menos 547 meninos do famoso coro católico alemão de Regensburg foram vítimas de maus-tratos, incluindo violações, entre os anos de 1945 e 1990.

Leia mais