Trump reverte parte das políticas de Obama para Cuba

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Por: João Flores da Cunha | 20 Junho 2017

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no dia 16-6 a reversão de parte das políticas adotadas por seu antecessor Barack Obama em relação a Cuba. No anúncio da reversão das medidas, Trump discursou contra o comunismo, os irmãos Castro e a política de Obama para o país caribenho.

Trump proibiu o comércio de empresas estadunidenses com empresas que mantenham vínculos com o Exército cubano – que representam a maior parte da economia local. Ele também anunciou controles que devem impor limites às viagens de estadunidenses para Cuba – o que afetaria o setor de turismo do país caribenho, sua segunda maior fonte de renda.

No governo Obama, ocorreu a normalização de voos comerciais entre os dois países. Também permitiu-se que cruzeiros aportassem na ilha caribenha. No primeiro semestre de 2016, houve um aumento de 80% de turistas estadunidenses visitando Cuba em relação ao mesmo período do ano anterior.

Ainda que Trump tenha anunciado o cancelamento do acordo feito pelo governo anterior, na realidade ele manteve a maior parte das medidas de Obama. Essas foram adotadas em um processo de descongelamento das relações entre os dois países, que ocorreu no segundo mandato de Obama.

Em 2015, os dois países restauraram suas relações diplomáticas, que haviam sido rompidas em 1961, no contexto da Guerra Fria.

Obama reabriu a embaixada estadunidense em Havana – que será mantida. Em 2016, o então presidente dos Estados Unidos realizou uma histórica viagem a Cuba: foi a primeira visita de um mandatário estadunidense à ilha em mais de 80 anos.

Entre as principais medidas de distensão, estavam a permissão de viagens de cubanos-americanos e o envio ilimitado de remessas para Cuba. Trump não alterou essas medidas.

Obama também facilitou as transações comerciais entre os dois países. Tanto com Obama quanto com Trump, porém, mantém-se o embargo comercial, uma política criticada por virtualmente todos os países do mundo.

O governo de Cuba criticou a decisão de Trump. O ministro de Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, afirmou que o país mantém a intenção de dialogar e cooperar em “temas de interesse mútuo” com os Estados Unidos. Esse diálogo deve estar assentado sobre a igualdade e o respeito à soberania e à independência de Cuba, destacou.

“Como foi demonstrado com os avanços alcançados nos dois últimos anos, Cuba e os Estados Unidos podem cooperar e conviver civilizadamente, respeitando as profundas diferenças entre seus governos e promovendo tudo aquilo que beneficie a ambas nações e povos”, declarou Rodríguez.

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