Papa paga almoço a pessoas sem-teto para marcar Epifania

Imagem: Papa Francisco / Wikimedia Commons

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09 Janeiro 2017

O Papa Francisco forneceu a algumas centenas de pessoas sem-teto e refugiadas um sanduíche de almoço na sexta-feira e pediu aos fiéis para encontrar Deus nas periferias da sociedade, e não nos palácios.

A informação foi publicada por The Times, 06-01-2017. A tradução é de Luisa Flores Somavilla.

Francisco celebrou a missa que marca a Epifania, o conto bíblico dos três sábios que partiram para encontrar o menino Jesus e presenteá-lo com dons preciosos. Ao final, os sem-teto, os refugiados e os voluntários juntaram-se para distribuir 50.000 folhetos com contos bíblicos da misericórdia de Deus para com os peregrinos reunidos na congelante praça de São Pedro.

O Papa disse que ele também gostaria de dar aos fiéis o dom da misericórdia de Deus para o próximo ano.

Então, ele ofereceu para cerca de 300 pessoas carentes um simples almoço com sanduíche e bebida, disse o Vaticano, como parte de sua abordagem de longa data aos pobres e sem-teto que vivem ao redor do Vaticano.

Durante esta época de Natal, Francisco tem enfatizado o cenário humilde do nascimento de Cristo, criticando uma Igreja fechada em si mesma, em sua riqueza e em suas realizações. Esta é uma mensagem que Francisco tem repetido durante o seu papado, em uma crítica àqueles que estão obcecados com as regras e a moral do cristianismo em detrimento da misericórdia de Deus, particularmente em relação à camada mais marginalizada da sociedade.

Francisco criticou aqueles que estão "anestesiados" à misericórdia de Deus, que querem "controlar tudo e todos" e temem quaisquer desafios à sua riqueza e realizações.

Eles sofrem, disse ele, de "um desnorteamento que surge do medo e do agouro frente a qualquer coisa que nos desafie, questione nossas certezas e nossas verdades, nossos modos de nos apegar ao mundo e a esta vida".

A abordagem pastoral de Francisco, especialmente no que diz respeito aos católicos divorciados e recasados no civil, tem sido criticada por conservadores, que argumentaram que a doutrina da Igreja os proíbe de receber a Comunhão. Francisco diz que a misericórdia de Deus é infinita e que a Eucaristia não é um prêmio pela perfeição, mas um remédio para almas feridas.

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