Papa batiza recém-nascidos e ajuda pessoas sem-teto a combater o frio

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09 Janeiro 2017

No domingo, o Papa Francisco batizou treze meninas e quinze meninos, filhos de funcionários do Vaticano, enquanto o gabinete de caridade anunciou que estava mantendo os abrigos abertos 24h e permitindo que pessoas sem-teto dormissem em seus carros, para combater um surto de resfriado em Roma.

A reportagem é de John L. Allen Jr., publicada por Crux, 08 -01-2017. A tradução é de Luísa Flores Somavilla.

No encerramento tradicional da temporada de férias, o Papa Francisco batizou 28 recém-nascidos de funcionários do Vaticano no domingo, treze meninas e quinze meninos, durante uma missa na Capela Sistina que marcou a festa do Batismo do Senhor.

A missa de domingo na Capela Sistina é uma das raras ocasiões íntimas durante a temporada de férias, quando o pontífice celebra uma liturgia não para o público ou para o resto do mundo, mas para sua família imediata dentro do próprio Vaticano, dando-lhe a oportunidade de atuar mais como pároco do que como chefe de estado ou celebridade midiática.

Em consonância com o tom informal do evento, Francisco não preparou um texto específico para sua homilia. Ele falou de improviso, refletindo sobre a fé transmitida de pais para filhos como fonte de "luz" e ligando essa imagem à vela de batismo que os pais receberam durante a cerimônia.

Durante a fala do Papa, vários bebês começaram a chorar, ao que ele brincou: "Começou o concerto!".

"Gosto de pensar que o primeiro sermão de Jesus no estábulo foi um choro", disse ele, referindo-se ao menino Jesus na manjedoura.

Como já fez em outras ocasiões, Francisco, em seguida, convidou as mães presentes a amamentar seus filhos caso eles estivessem com fome, dizendo: "não tenham medo, façam como Maria, que amamentou Jesus".

O Papa João Paulo II introduziu a tradição de batizar os filhos dos funcionários do Vaticano na festa do Batismo do Senhor, que celebra a cena bíblica em que Jesus é batizado por João Batista, que continuou no papado de Bento XVI e agora com Francisco.

"Vocês pediram fé a suas crianças, fé que é concedida no batismo", disse o Papa. "Isso significa uma vida de fé, porque a fé deve ser vivida... para caminhar na fé e dar testemunho dela.”

“Ter fé não é recitar a oração do Credo aos domingos na missa, é acreditar naquilo que é a verdade", disse ele. "Fé é confiar em Deus, e isso deve ser ensinado por vocês através de seu exemplo e de sua vida."

Aliás, considerando o design da Capela Sistina, o domingo foi uma das poucas ocasiões do ano que o Papa Francisco celebrou uma missa em posição ad orientem, comum nas missas em latim de antes do Concílio Vaticano II, ou seja, voltando-se para o leste e, portanto, de costas para a congregação.

Também no domingo, o gabinete de caridade do papa anunciou que iria manter seus abrigos, nas imediações do Vaticano, abertos dia e noite, a fim de oferecer refúgio às pessoas sem-teto da região, devido a um surto de resfriado em Roma, cujas temperaturas noturnas despencaram nos últimos dias.

O gabinete de caridade também anunciou que colocaria seus carros ao redor do Vaticano, para que as pessoas sem-teto que não quiserem sair de seus locais habituais possam dormir dentro deles durante a noite, para se proteger do frio.

Dois desses carros foram colocados na Via della Conciliazione, a ampla rua que leva à Praça de São Pedro, e o jornal italiano La Repubblica informou, no domingo, que um deles tinha sido ocupado na noite anterior por uma mulher sem-teto de 85 anos de idade.

Os batismos do domingo não serão os últimos do mês de janeiro para o Papa Francisco.

Em 14 de janeiro, na capela da Casa Santa Marta, a residência papal no Vaticano, ele também batizará oito filhos de famílias de Amatrice e Accumoli, cidades na região central da Itália que foi devastada por um terremoto no dia 24 de agosto, deixando cerca de 300 pessoas mortas.

O Papa Francisco visitou ambos os locais no início de outubro, prometendo orações às vítimas e a sua solidariedade aos sobreviventes.

O bispo local, Domenico Pompili, explicou que, em sua visita a Amatrice, uma mãe apresentou seu filho ao Papa e perguntou sobre a possibilidade de Francisco batizá-lo. A partir daí, surgiu a ideia de o Papa batizar filhos de sobreviventes do terremoto em uma cerimônia especial do Vaticano.

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