Bergoglio batizou na capela de Santa Marta duas meninas de pais de ONG que luta contra o tráfico de pessoas

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Por: André | 14 Agosto 2015

O Papa Francisco batizou duas meninas argentinas, Simona Schaerer e Charo, cujos pais são Lucas e Ana Schaerer, muito ativos na Fundação Alameda (ONG que luta contra o tráfico de seres humanos e contra o tráfico de drogas), conhecida na América Latina e que desde sempre contou com um forte apoio de Bergoglio. A pequena Simona acaba de nascer, ao passo que Charo já tem nove anos e é filha de outro pai.

 
Fonte: http://bit.ly/1h2iJs0  

A reportagem é publicada por Vatican Insider, 12-08-2015. A tradução é de André Langer.

Francisco encontrou hospedagem para que o casal pudesse ficar estes dias em Roma; “não tinham muito dinheiro”, explicou a madrinha, uma jornalista argentina, Mercedes Ninci, que conhece bem o Papa desde os tempos em que era arcebispo de Buenos Aires.

Decidiram partir, contou Mercedes Ninci, segundo o que indicou o blog Il Sismografo, sem muita organização: “Francisco queria que Lucas fosse padre e queria levá-lo como coroinha ao Vaticano, já, já. Mas Lucas conheceu a Ana, sua mulher, e quando ficou grávida mandaram-lhe uma ecografia, e o Papa disse-lhes que quando nascesse queria batizar o nenê. Assim que, há alguns dias Lucas me telefonou perguntando se eu não queria ser a madrinha de sua filha, Simona (também batizaram a Charo, a filha maior de Ana, de nove anos), e contando-me que o batizado seria no Vaticano. O fato é que eu não tinha um tostão...”.

“Foi tudo muito bonito – continuou. Francisco fez a missa e depois passamos a um salão, onde conversamos um monte. Foi emocionante estar com alguém tão simples e dedicado às pessoas, tão afastado do poder. Eu o conheci na Alameda, mas não tinha amizade com ele. Ele me disse uma coisa que me deixou emocionada: ‘O fato de que seja uma jornalista pobre depõe ao seu favor'".

Em vários momentos da conversa, concluiu a jornalista, “ele se lembrava muito de seu pai e de sua mãe, da sua infância, de seus irmãos. Ele é muito simples. E o que mais me chamou a atenção é que veio sozinho, sem todo aquele séquito que costuma acompanhar muitas personalidades”.