Haiti: quatro anos após tragédia, missionários revelam situação do país

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14 Janeiro 2014

Isabel Cristina Forte, 40 anos, e Erivan Camelo, 32 anos, há quase três meses deixaram família e amigos no Brasil para seguir missão em solidariedade ao Haiti. O país, que teve sua história marcada pelo terremoto que matou mais de 300 mil pessoas no dia 12 de janeiro de 2010, ficará para sempre na memória do povo haitiano.

A reportagem foi publicada por Cáritas América Latina y el Caribe, 10-01-2014.

Contribuir com a reconstrução de um país que ainda sofre com a miséria, a fome e a pobreza, maximizadas pela tragédia, foi uma das razões que levaram esses dois cearenses a passar um ano de suas vidas junto ao povo do país mais pobre da América Latina. A missão faz parte da continuidade das ações realizadas pela Cáritas Brasileira no Haiti onde já foram construídas 100 casas e 11 escolas paroquiais, além do desenvolvimento de projetos de economia popular solidária, geração de renda, agricultura familiar e saúde.

Assista ao vídeo que mostra as ações já realizadas pela Cáritas Brasileira no Haiti.

A ida de Isabel e Erivan, ambos agentes da Cáritas Brasileira Regional Ceará que se disponibilizaram enquanto voluntários para ir ao Haiti, tem o objetivo de proporcionar a cooperação técnica e metodológica com a Cáritas do Haiti, visando à promoção e ao fortalecimento da economia popular solidária como estratégia de desenvolvimento sustentável e solidário das comunidades empobrecidas do país.

"O povo ainda vive em situação de pobreza extrema de comida, de bens materiais e, principalmente, de educação", revelam os missionários em relato enviado à Cáritas Brasileira no último dia 8 de janeiro.

"Mesmo reconhecendo a grande catástrofe deixada pelo terremoto em 2010, não podemos afirmar que os desastres naturais no Haiti (terremotos, furacões, tufões, ciclones, etc.) sejam as causas principais da extrema pobreza, ou que por causa deles o país não consiga se desenvolver. Essa é a principal desculpa que os países invasores utilizam para se manterem como ajudante e ao mesmo tempo contínuo colonizador", continuam.

O relato enviado pelos missionários conta um pouco a história e faz uma contextualização política e econômica do país. Além disso, eles relatam suas primeiras impressões.

"Num cenário desses, não é difícil imaginar quando virão as próximas revoltas populares. Mas não se assustem, lá estão 12 mil soldados de muitos países do mundo coordenados pelo Exército Brasileiro, com o timbre das Nações Unidas, para conter possíveis revoltas. Desfilam em comboios fortemente armados, apenas para dizer ao povo: não se esqueçam, estamos aqui para manter a ordem! A ordem da pobreza e da nova escravidão. Nos últimos dois meses têm acontecido protestos que chegam a reunir 50 mil pessoas nas ruas de Porto Príncipe. O povo do Haiti não precisa de soldados armados. O povo do Haiti precisa de solidariedade para desenvolver as forças produtivas de seu território e produzir os bens que precisam para sair das imensas necessidades que padecem."

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Porque ele liberta o indigente que clama
e o pobre que não tem protetor.
Ele tem compaixão do fraco e do indigente,
e salva a vida dos indigentes.
Ele os redime da astúcia e da violência,
porque o sangue deles é precioso aos seus olhos. (Sl 72, 12-14)

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