16 Setembro 2026
Uma centena de clérigos de vários países (entre eles, os espanhóis Xavier Morlans e Javier Baeza) se reunirão em Roma portando um sudário com os nomes de 300 crianças palestinas e libanesas assassinadas. Rito Maresca: "Não pode haver neutralidade diante do genocídio. Ou se é cúmplice, ou se escolhe a verdade."
A reportagem é publicada por Religión Digital, 14-09-2026.
Na terça-feira, 22 de setembro, uma centena de padres, vindos de 8 países e de diferentes regiões da Itália, da rede “Padres contra o Genocídio” se reunirão em Roma. A manhã será dedicada a um encontro interno, fechado ao público.
A parte pública da jornada começará às 15h com um momento de oração na Igreja de Santo Spirito in Sassia, Borgo Santo Spirito. Às 15h30, os padres iniciarão uma marcha pela Via della Conciliazione, portando um sudário com os nomes de 300 crianças palestinas e libanesas assassinadas desde a declaração dos dois "cessar-fogos".
O cortejo chegará à Piazza Pio XII e continuará pela Via di Porta Angelica, onde entoarão um canto sobre Taybeh (Cisjordânia), composto especialmente para a ocasião pelo padre Xavier Morlans.
🇵🇸🇻🇦 O grupo “Sacerdotes Contra o Genocídio”, que representa mais de 1200 sacerdotes de 34 países, desfilou ontem em Roma para exigir o fim da matança do regime sionista na Faixa de Gaza. pic.twitter.com/2PriSgXI6p
— geopol•pt (@GeopolPt) September 14, 2026
Depois seguirão pela Via Cola di Rienzo em direção à Piazza Giuseppe Mazzini, para concluir por volta das 17h30 na Piazza Monte Grappa, no interior do Jardim Simonetta Cesaroni, em frente à sede da Leonardo S.p.A.
Como surgiu essa proposta?
Em junho de 2025, o padre Rito Maresca, pároco de Piano di Sorrento, celebrou o Corpus Christi vestindo uma casula com a bandeira palestina. Semanas depois, uma religiosa que trabalhava no Oriente Médio escreveu um chamamento que impulsionaria um movimento: "Não pode haver neutralidade diante do genocídio. Ou se é cúmplice, ou se escolhe a verdade." O padre Maresca, junto com um grupo de padres italianos, respondeu a esse chamamento organizando em Roma, em 22 de setembro de 2025, véspera da Assembleia Geral da ONU, o primeiro encontro de oração, seguido de ações concretas.
O que fazem seus membros?
Nível pessoal: oração, formação e consciência informada.
Nível paroquial e comunitário: organização de encontros de oração, exibições de filmes, colóquios, arrecadação de fundos, comércio justo com a Terra Santa, catequese, geminações entre paróquias palestinas e ocidentais.
Nível social: participação em manifestações, iniciativas ecumênicas (por exemplo, plantios de oliveiras), colaboração com a Doctors Against Genocide (EUA), conferências públicas, entrevistas em veículos de comunicação, divulgação do documento Kairós Palestina junto com a Pax Christi, apoio à campanha Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS).
Nível político: cartas e reuniões com bispos, governos e instituições internacionais para exigir ações claras e concretas.
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