Cardeal Reinhard Marx: fantasias religiosas de exclusão não devem ser toleradas

Foto: Vatican News

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10 Setembro 2026

O cardeal-arcebispo de Munique e Freising fala sobre o papel da religião na sociedade. Reinhard Marx também explica o que ele acredita ser necessário para salvar a democracia de seu declínio.

A reportagem é publicada por Katholisch.de, 09-09-2026.

Igrejas e comunidades religiosas devem "fazer a sua parte" para promover uma sociedade democrática – é o que exige o cardeal Reinhard Marx, de Munique. Ele afirmou que todas as religiões abrigam fantasias de exclusão e segregação, que não devem ser toleradas sob nenhuma circunstância. Segundo sua assessoria de imprensa, Marx fez essa declaração na noite de terça-feira, em Munique. O arcebispo de Munique e Freising fez as observações em um evento com o ministro do Interior da Baviera, Joachim Herrmann (CSU). A noite marcou o início de uma série de conversas entre o ministro e representantes de comunidades religiosas sobre a importância da religião para a democracia, a integração e a coesão social.

Segundo uma declaração, Marx descreveu a fé cristã como o "motor" para o desenvolvimento de uma sociedade democrática. "Não consigo imaginar uma Igreja que não leve seus princípios, como caridade, tolerância e solidariedade, para a sociedade. A caridade é política!"

Tais máximas cristãs são fundamentais para a democracia. "Sem esse alicerce, podemos enterrar a democracia." O cardeal prosseguiu, afirmando que a compreensão cristã da humanidade implica "que todos os indivíduos em nossa sociedade têm direitos iguais".

Abertura e disposição para o diálogo são essenciais para uma sociedade livre. Isso é especialmente verdadeiro em questões de migração e integração, acrescentou Marx.

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O futuro de uma sociedade depende de "enxergar a diversidade como um enriquecimento, compreender a migração não como uma ameaça, mas como uma oportunidade", afirmou o arcebispo. Pessoas com histórico de migração contribuem para diversos setores da sociedade, como o de enfermagem e o transporte público. É essencial dialogar com esses indivíduos, "para tirá-los de suas bolhas".

Segundo Marx, a Igreja dá uma contribuição concreta a esse diálogo, por exemplo, fornecendo as bases para um Estado de bem-estar social baseado na solidariedade, por meio da doutrina social católica. Nesse contexto, o arcebispo alertou para o risco de desaparecimento da Igreja e da fé da sociedade: "Há consequências quando surgem lacunas. Uma sociedade prospera quando as pessoas escolhem fazer o bem." 

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