"Bombardear Rabat, se necessário": A "solução" do pároco da catedral de Pamplona para a crise migratória de Ceuta

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05 Agosto 2026

Javier Aizpún, pároco de Huarte e cônego da Catedral de Pamplona, ​​surpreendeu muitos nos últimos dias em seu perfil nas redes sociais devido à maneira beligerante com que se manifestou sobre a crise migratória em Ceuta, segundo informações apuradas pelo jornal Noticias de Gipuzkoa, que analisou detalhadamente as postagens mais recentes do padre nas redes sociais.

A reportagem é de José Lorenzo, publicada por Religión Digital, 04-08-2026.

Nossa Senhora da África, padroeira de Ceuta, inspire a reconquista de Marrocos e sua conversão ao cristianismo. Vamos terminar o que a Rainha Isabel, a Católica, deixou inacabado”, declarou Aizpún na semana passada, horas depois de milhares de migrantes terem cruzado a fronteira entre Marrocos e a cidade autônoma espanhola.

"É necessário reconquistar a Mauritânia Tingitana e expulsar todos os colonizadores árabes. Que permaneçam apenas os berberes." "Hispânia romana... a Espanha original... a Espanha que deve ser recuperada. Que os invasores árabes da nossa Mauritânia Tingitana retornem à Península Arábica — de onde nunca deveriam ter saído — e nos devolvam a nossa terra", escreveu o padre também em outras ocasiões.

Mas se tal fervor belicoso já se faz notar num clérigo, Javier Aizpún chega mesmo a propor o bombardeio da capital do país vizinho do sul: “Não haverá guerra, e eles tomarão Ceuta sem disparar um único tiro porque a Espanha não quer se defender. Mas é bastante simples: quando começar a Marcha Verde sobre Ceuta, respondam com uma Marcha Verde simultânea sobre Gibraltar. E ao primeiro tiro dos ingleses (e não se enganem, eles vão atirar), abram fogo maciço contra os invasores de Ceuta e bombardeiem Rabat. Problema resolvido. E que expliquem por que a Inglaterra pode atirar e se defender, mas a Espanha não. Não faltam soluções, o que falta é juízo, coragem e vontade”, conforme relatado pela publicação basca mencionada anteriormente.

E, em resposta a outro tuíte que aborda a ideia de bombardeio, o cônego da Catedral de Pamplona – segundo a mesma fonte – a endossa: “Bem, teremos que começar a pensar em incluir isso no programa eleitoral do partido que pedir nosso voto, se eles quiserem que votemos neles: bombardear Rabat, se necessário.”

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