Gaza: Israel mata 19 palestinos, desmoronando o acordo de Trump

Foto: Unicef | Hassan Islyeh

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04 Agosto 2026

O presidente dos EUA está furioso com as negociações com Teerã: "Esta é a última chance antes da decapitação". O Pentágono está buscando ideias.

A informação é de Gabriella Colarusso, publicada por La Repubblica, 04-08-2026.

Há menos de uma semana, Donald Trump falou de um acordo "histórico" para Gaza: o desarmamento do Hamas em troca da retirada de Israel e, finalmente, a reconstrução. A realidade no terreno sugere que esse acordo já se desfez. Em 24 horas, dezenove pessoas foram mortas em ataques israelenses, segundo fontes de saúde na Faixa de Gaza, em um dos dias mais sangrentos. A ala de extrema-direita de Smotrich está pressionando Netanyahu a revogar até mesmo a pequena concessão oferecida a Trump e a impedir a entrada da força de estabilização no enclave. As Forças de Defesa de Israel reservam-se o direito de bombardear.

Para o presidente americano, este é mais um dossiê em espiral, juntamente com o iraniano. Com Teerã, Trump está mais uma vez jogando a carta das ameaças seguidas de recuos, da hipérbole lançada à opinião pública quando o impasse os impede de reivindicar qualquer sucesso. Ontem, ele acusou os iranianos de serem mestres da dissimulação, chamando-os de "hipócritas": "Eles estão pedindo uma reunião, alguns diriam que estão implorando, as negociações estão começando, mas eles declaram aberta e orgulhosamente que não estão discutindo nada, alegando que estão lidando apenas com Omã."

O presidente dos EUA diz que quer dar ao Irã "uma última chance antes da decapitação", que esta é "a última oportunidade para assinar um bom acordo", que o Estreito de Ormuz poderia "reabrir em breve, até mesmo amanhã" — em suma, a oscilação usual entre o apocalipse iminente e um grande acordo. Teerã está de fato negociando, mas com Omã, sobre uma rota compartilhada pelo Estreito. Os omanis propuseram um modelo de gestão regional, com contribuições voluntárias. A República Islâmica, que agora considera o Estreito de Ormuz crucial para sua dissuasão, recusou. Seja qual for o acordo final, Teerã reivindica o controle do canal e quer cobrar pedágio.

Trump conhece as regras do jogo e tenta quebrá-las com ameaças verbais ("até que se chegue a um acordo ou a uma rendição total, não iremos suspender o bloqueio naval", disse ele), porque sabe que a opção militar está cada vez mais se tornando inviável.

Com a aproximação das eleições de meio de mandato, os estoques de interceptores estão diminuindo e os comandantes militares estão ficando sem ideias sobre como "furar" o bloqueio iraniano. A CNN reporta que um oficial de inteligência do Comando Central (Centcom) escreveu a um grupo de analistas militares informando que o comando está buscando "formas novas, criativas e não convencionais de pressionar e punir o Irã", solicitando ideias e contribuições sobre como confrontar a República Islâmica.

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