MPF acusa fazendeiros de usarem agrotóxicos para expulsarem indígenas em RO

Foto: James Baltz/Unplash

Mais Lidos

  • A ferrovia bioceânica Brasil-Peru promete agilizar o comércio com a China. Mas a que custo?

    LER MAIS
  • Antonio Banderas ao Papa: "Estou aqui hoje confessando ter sido vítima do feitiço de Deus"

    LER MAIS
  • “As ideias de Yarvin e de outros são um absurdo, mas as prescrições liberais do mundo seguem linhas semelhantes". Entrevista com Carlos Fernández Liria

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

09 Junho 2026

Órgão entra na Justiça pedindo a interrupção imediata da aplicação dos produtos e indenização de R$ 3,6 milhões.

A informação é publicada por ClimaInfo, 08-06-2026. 

O Ministério Público Federal (MPF) entrou na Justiça contra três fazendeiros que teriam, propositalmente, dispersado agrotóxicos sobre a aldeia Aperoí, do Povo Puruborá, em Seringueiras (RO), a cerca de 500 quilômetros de Porto Velho. A disputa fundiária é acompanhada pelo MPF desde 2023.

A ação pede a interrupção imediata da aplicação dos produtos e indenização de R$ 3,6 milhões. Segundo o órgão, Wanderson Batista de Moraes (proprietário da área), Raijan Cezar Mascarello e Vitor Hugo Talini Mascarello (arrendatários da terra) pulverizaram químicos como fosfeto de alumínio, extremamente tóxico para humanos, além de metoni e da combinação bifentrina e acetamiprido, moderadamente tóxicos, relata a Folha.

A aldeia Aperoí é formada por cerca de 40 indígenas. Devido à dispersão dos químicos, adultos e crianças Puruborá sofreram lesões e feridas por todo o corpo. Uma família teve que se mudar devido à contaminação, informam AC24horas e Metrópoles.

A denúncia também afirma que os fazendeiros contaminaram o rio Manoel Correia, fonte de alimentação das famílias, provocando mortandade de peixes. Além disso, eles teriam queimado uma maloca, considerada sagrada para os indígenas, atirado em direção às residências durante trabalhos do grupo de demarcação da FUNAI e provocado incêndios na região, listam AM Post, A Tarde e g1.

A FUNAI reconheceu oficialmente a etnia Puruborá em 2002. No entanto, o processo de demarcação da Terra Indígena ainda segue em curso. “Eles, antes, passaram de avião. Agora, depois de a gente fazer várias denúncias, eles passam de drone“, relatou a cacica Hosana Puruborá. “Primeiro, a gente sofria com o gado, já era ruim. Aí depois, resolveram plantar soja, ficou pior”.

Leia mais