Etty. Dom Heiner Wilmer, bispo alemão, sobre a nova série de TV: Imperdível!

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23 Mai 2026

O presidente da Conferência Episcopal Alemã (DBK), Dom Heiner Wilmer, elogiou a nova série da Arte TV, "Etty", considerando-a particularmente imperdível. "Etty nos leva a espaços de nossas almas que nem sequer suspeitamos que existam", escreveu ele em uma breve crítica preparada a pedido da Agência Católica de Notícias (KNA) após a exibição dos três primeiros episódios. "Acho a série opressiva, impactante e visceral. Ela penetra na alma porque não mantém nenhuma distância", acrescentou o Bispo de Hildesheim, que se mudará para Münster em junho.

A informação é publicada por katolisch.de, 22-05-2026. 

Em 2024, Wilmer escreveu o livro Heartbeat: Etty Hillesum – An Encounter e sugeriu que seus diários se tornassem leitura obrigatória nas escolas. A jovem autora judia Etty Hillesum foi assassinada em Auschwitz em 1943. A série leva o espectador "ao turbilhão interior de uma jovem, ao medo, à saudade, ao desejo, à solidão e aos recônditos obscuros da história", continuou Wilmer. "Etty" fala "da fragilidade da humanidade. Da dignidade humana. Do conflito interno. E da capacidade quase insondável de permanecer interiormente desperto mesmo diante da aniquilação."

"Vulnerável, sensual, existencial"

O filme é "vulnerável, sensual, existencial", continuou o bispo. Em sua essência reside uma humanidade radical: "Etty Hillesum encara o ódio — e não perde sua capacidade de amar. Isso não é ingenuidade. É coragem espiritual." O filme o comove porque é silencioso o suficiente para tornar audíveis os sons interiores de uma pessoa.

A série é voltada para pessoas que ousam enfrentar as situações difíceis da vida, acrescentou o bispo: "Para pessoas que não fogem de si mesmas. Para pessoas que ousam embarcar na jornada interior sem se afastarem do mundo." Trata-se de esperança contra toda esperança: "É por isso que você deve assistir a este filme. Não apesar de sua gravidade, mas por causa dela." Etty Hillesum mostra, continuou Wilmer, "que a humanidade começa onde a pessoa deixa de fugir. Talvez seja precisamente aí que reside a beleza perturbadora deste filme."

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