Militares dos EUA afirmam que bloquearão a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz que tenham origem ou destino no Irã

Foto: Fredrick F./Unsplash

Mais Lidos

  • O Pentágono ameaçou o Vaticano. É o confronto final entre Trump e Leão. Artigo de Mattia Ferraresi

    LER MAIS
  • Ataque sem precedentes de Trump contra Leão: "Ele não seria Papa sem mim." Bispos dos EUA: "Doloroso"

    LER MAIS
  • O dia em que o mundo quase acabou. Destaques da Semana no IHUCast

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

13 Abril 2026

As forças americanas afirmam que "não irão impedir a liberdade de navegação de embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz com destino ou origem em portos não iranianos", embora não especifiquem como irão "impedir" a passagem de outros navios mercantes.

A reportagem é publicada por El Diario, 13-04-2026.

O Comando Central dos Estados Unidos anunciou que bloqueará todo o tráfego marítimo que entra ou sai dos portos iranianos em direção ao Estreito de Ormuz a partir desta segunda-feira, às 17h (horário da Espanha peninsular), após o anúncio de seu presidente, Donald Trump, de que bloquearia o estreito por via naval devido à falta de resultados das negociações de sábado com o Irã no Paquistão, que duraram menos de 24 horas.

“O bloqueio será aplicado imparcialmente a embarcações de todas as nações que entrarem ou saírem de portos e áreas costeiras iranianas, incluindo todos os portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã”, afirmou o Comando Central (Centcom) em comunicado.

As forças americanas afirmam que "não irão impedir a liberdade de navegação dos navios que transitam pelo Estreito de Ormuz com destino ou origem em portos não iranianos", embora não especifiquem como irão "impedir" a passagem de outros navios mercantes.

Os Estados Unidos recomendaram que os marinheiros comerciais sigam os avisos transmitidos aos navegantes e entrem em contato com as Forças Navais dos EUA por meio do Canal 16, para comunicação entre pontes, quando estiverem operando no Golfo de Omã e nas proximidades do Estreito de Ormuz.

O anúncio do Comando Central surge depois de o presidente dos EUA ter afirmado, no domingo, que o país bloquearia o Estreito de Ormuz e ter acusado o Irã de manter suas “ambições nucleares”, enquanto as negociações de paz no Paquistão terminaram sem um acordo.

“Com efeito imediato, a Marinha dos Estados Unidos, a melhor do mundo, começará a bloquear todos os navios que tentarem entrar ou sair do Estreito de Ormuz”, escreveu ele em sua rede social Truth Social.

O Irã manteve fechada essa rota estratégica, por onde passa um quinto do petróleo mundial, em retaliação à guerra ilegal iniciada pelos EUA e Israel em 28 de fevereiro contra a República Islâmica, que atualmente se encontra em situação de cessar-fogo.

O Reino Unido se distancia de Trump

O Reino Unido insinuou no domingo que não participará do bloqueio do Estreito de Ormuz anunciado pelos EUA, depois de Trump ter anunciado que contariam com a ajuda britânica e de outros países para remover as minas da via navegável.

Um porta-voz do governo britânico declarou esta tarde, em um comunicado à imprensa divulgado pela BBC, que o Reino Unido mantém a posição de que o Estreito de Ormuz "não deve estar sujeito a quaisquer taxas" e apoia a reabertura da passagem marítima em prol da economia global, embora não tenha havido menção explícita ao anúncio do bloqueio americano.

“O Estreito de Ormuz não deve estar sujeito a quaisquer taxas. Estamos trabalhando urgentemente com a França e outros parceiros para construir uma ampla coalizão para proteger a liberdade de navegação”, disse o porta-voz.

Leia mais