24 Fevereiro 2026
"O 'bem viver' busca a harmonia com a terra, com a biodiversidade, uns com os outros e com Deus, frisa o CMI. O jejum se fundamenta numa 'teologia da suficiência'. As pessoas que mais sentem as consequências de uma ação econômica desenfreada são as que arcam com os maiores fardos e que menos contribuíram para a crise: comunidades indígenas, pequenos agricultores, povos costeiros, e aquele que vivem no Sul global", escreve Edelberto Behs, jornalista.
Eis o artigo.
O Conselho Mundial de Igrejas (CMI) está convidando pessoas de todos os credos, crenças e religiões a se integrarem num jejum Global Sistêmico de Carbono, de 18 de fevereiro a 1º de abril. Serão sete semanas de oração, reflexão e ação, com abordagem das pegadas de carbono pessoais e os sistemas econômicos que impulsionam as mudanças climáticas da água e toda a teia de vida.
A economia global é moldada pelo extrativismo, “um modo de vida que trata a Terra como algo a ser consumido em vez de preservado”, diz a convocatória do jejum, lembrando que “Deus criou o mundo de abundância para toda a criação viva, não de escassez, mas também não de consumo ilimitado ou acumulação desenfreada”.
O “bem viver” busca a harmonia com a terra, com a biodiversidade, uns com os outros e com Deus, frisa o CMI. O jejum se fundamenta numa “teologia da suficiência”. As pessoas que mais sentem as consequências de uma ação econômica desenfreada são as que arcam com os maiores fardos e que menos contribuíram para a crise: comunidades indígenas, pequenos agricultores, povos costeiros, e aquele que vivem no Sul global.
Durante os dias do jejum de carbono, a cada semana os participantes examinam um setor diferente, desde combustíveis fósseis, mineração até a agricultura industrial e o desmatamento. A campanha termina no dia 1º de abril com uma celebração das ações realizadas e uma oração final, marcando o início de um compromisso contínuo com a Década Ecumênica de Ação pela Justiça Climática.
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