A CLAR denuncia as injustiças e exige o início de uma transição democrática na Venezuela

Foto: Andrés Silva | Unsplash

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08 Janeiro 2026

No dia 5 de janeiro, a Confederação Latino-Americana e Caribenha de Religiosos (CLAR) apresentou uma mensagem de solidariedade ao povo venezuelano, que reconhece como protagonista de uma história marcada por sofrimento, exclusão e esperança.

A reportagem é de Luz Marina Medina, publicada por Religión Digital, 07-01-2026.

A Confederação Latino-Americana e Caribenha de Religiosos (CLAR) apresentou, em 5 de janeiro, uma mensagem de solidariedade ao povo venezuelano, que reconhece como protagonista de uma história marcada por sofrimento, exclusão e esperança, e onde afirma que seu olhar e sua oração estão em toda a Venezuela, nessas comunidades com rostos concretos, feridas abertas e o clamor persistente por dignidade e justiça.

A mensagem deixa claro que a crise atual é resultado de processos históricos marcados pela desigualdade e por promessas não cumpridas que, longe de buscar soluções, reproduziram novas formas de opressão, controle e violência, afetando assim a população. Nesse contexto, a CLAR enfatiza que se trata de um povo humilhado por seus próprios líderes, e que, portanto, essa situação precisa ser interrompida imediatamente.

Migração forçada, perseguição e negação de direitos

Um dos apelos mais urgentes da declaração centra-se na situação dos mais de 8 milhões de venezuelanos forçados a migrar. A CLAR denuncia o sofrimento daqueles que foram desenraizados de sua terra natal e expostos à exploração, ao tráfico de pessoas, à xenofobia e à negação de sua humanidade nos países de acolhimento.

Ele também expressou sua solidariedade aos presos políticos, aos perseguidos e silenciados, bem como às vítimas da violência estatal, reiterando que nenhuma forma de repressão pode ser justificada ou normalizada.

Liberdade, autodeterminação e transição democrática

Além disso, a CLAR afirma que a verdadeira liberdade não pode ser imposta por potências externas nem servir a interesses geopolíticos alheios ao bem comum. Defende a autodeterminação do povo venezuelano e o respeito à sua vontade democraticamente expressa, reiterando que qualquer solução deve surgir de dentro, sem interferências que prolonguem o conflito.

Nesse contexto, defende-se o início de uma transição democrática em conformidade com a Constituição venezuelana, como forma de restaurar a dignidade, o Estado de Direito e a confiança social.

Compromisso profético e esperança ativa

A declaração reafirma o compromisso da vida religiosa com a denúncia profética da injustiça e com a solidariedade concreta e efetiva com aqueles que vivenciam a incerteza e o enfraquecimento das estruturas sociopolíticas. A CLAR se solidariza inequivocamente com as vítimas e renova seu compromisso com a vida, a verdade e a liberdade.

Por fim, ele confia o povo venezuelano ao Deus da história e à Virgem de Coromoto, padroeira dos venezuelanos, pedindo caminhos de justiça, paz e vida plena para uma nação rica em humanidade e esperança.

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