Megaoperação no Rio: Defensoria denuncia abusos na Penha e no Alemão

Foto: Jens Hausherr/Wikimedia Commons

Mais Lidos

  • Conhecer Jesus. Artigo de Eduardo Hoornaert

    LER MAIS
  • Freira de 82 anos é morta em convento brasileiro

    LER MAIS
  • Para o pesquisador e membro do coletivo Aceleracionismo Amazônico, é necessário repensar radicalmente as possibilidades políticas tributárias de um paradigma prenhe de vícios modernos

    Pensar de modo abolicionista produz uma ética da generosidade. Entrevista especial com Bräulio Marques Rodrigues

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

29 Outubro 2025

  Segundo relatório da Ouvidoria-Geral da Defensoria Pública do Estado, a megaoperação envolvendo cerca de 2.500 policiais civis e militares que foi deflagrada nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, resultou em diversas violações de direitos e abusos contra moradores.

A informação é de Gustavo Kaye, publicada por Agenda do Poder, 28-10-2025. 

Buscas indevidas e socorro negado

O documento da Defensoria destaca que moradores relataram buscas em residências sem mandados, pessoas impedidas de sair para trabalhar e socorro negado a quem passou mal durante a operação. Entre os casos registrados, uma mulher grávida teria sido agredida ao questionar a exigência de mostrar seu telefone celular.

Tiros indiscriminados e incêndios em casas

Moradores do Alemão relataram disparos em ruas residenciais e tiros vindos de helicópteros. O relatório cita ainda que agentes teriam ateado fogo em casas para forçar supostos traficantes a saírem. Vídeos recebidos pela Defensoria mostram pessoas sendo agredidas dentro de casa e uma senhora que sofreu um infarto e só recebeu atendimento após intervenção do órgão.

Uso de explosivos e drones na Penha

No complexo da Penha, moradores denunciaram o uso de bombas e granadas por policiais, além de drones lançando explosivos em residências. Todas as denúncias e imagens coletadas serão encaminhadas ao Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública e ao Ministério Público do Rio para investigação.

Defensoria atua como canal entre população e Justiça

A Ouvidoria da Defensoria Pública é acionada sempre que há operações de grande porte, servindo como ponte entre os territórios afetados e o Ministério Público. As denúncias recebidas são analisadas para que providências legais possam ser tomadas diante de abusos ou violações de direitos humanos.

Leia mais