Caderno de estudo mostra a amplidão do racismo na sociedade brasileira

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24 Novembro 2022

O racismo é um pecado que contraria a ética cristã e a Bíblia, palavra que afirma a dignidade de todas as criaturas como imagem e semelhança de Deus. É inaceitável, para a Igreja e pelas leis brasileiras, qualquer acepção de pessoas, um crime que deve ser denunciado.

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista. 

O indicativo está registrado no Caderno de EstudosRacismo, Discriminação e Preconceito, Qual a Diferença?” elaborado pela Secretaria de Ação ComunitáriaCoordenação de Gênero, Gerações e Etnias, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB).

O racismo, lembra o filósofo, historiador e professor universitário Achille Mbembe, é uma ideia religiosa que, no período da colonização, justificava o suposto direito que os povos europeus tinham de escravizar povos africanos e indígenas.

Mais tarde, quando as justificativas religiosas não conseguiram mais dar sustentação à escravização dos assim chamados povos de “cor”, o racismo buscou socorro na ciência “como instrumento que classifica os seres humanos em raças ‘superiores e inferiores’”.

“O racismo que conhecemos no Brasil – escreve no Caderno de Estudos da IECLB o professor da Universidade do Estado da Bahia, Dr. Pedro Acosta Levya, - é basicamente um conjunto de representações e práticas de dominação criado pela elite, pequeno grupo de pessoas de pele clara, para tirar proveitos econômicos, sociais e políticos utilizando a cor e outras características físicas como motivo para declarar-se superiores aos outros grupos étnicos e usufruir de privilégios”.

O problema da discriminação racial no Brasil, denuncia Levya, é que a exclusão das pessoas negras se tornou naturalizada. “É uma rejeição consciente e inconsciente que por séculos vem sendo praticada, inclusive sustentada pela lei no passado colonial”.

O Caderno de Estudos destaca a diferença entre racismo, discriminação e preconceito. Já em agosto de 1920, informa o texto, o racismo era denunciado em numa “Declaração dos Direitos dos Povos Negros do Mundo”.

Levya enfatiza que ao se rejeitar, excluir ou favorecer uma pessoa ou grupo por sua religião, filosofia de vida ou características físicas, “se está perante uma discriminação”.

Já o preconceito, explica, “é um prejulgamento sobre algo ou alguém antes mesmo de analisar, avaliar ou conhecer” a situação. O contexto cultural e social brasileiro, alerta o professor, “condiciona as pessoas a pensarem negativamente em relação à população indígena e negra”.

Daí a importância de refletir na Igreja sobre racismo, discriminação e preconceito. Deus chama e vocaciona a Igreja para ser expressão do seu amor no mundo. E pela fé em Jesus Cristo, atesta o apóstolo Paulo (em Gálatas 3,28), “não pode haver desigualdades entre judeus e não judeus [entias], escravos e pessoas livres [classe social], homens e mulheres [gênero] porque somos um só corpo”.

O Caderno de Estudos traz uma série de atividades educacionais dirigidas a crianças, a adolescentes, a jovens e a adultos sobre racismo, discriminação e preconceito para serem aplicados nas comunidades e grupos de estudo.

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