Kivitz critica o “centrão evangélico”

Encontro com a Bancada Evangélica em 2021. (Foto: Alan Santos/PR – Palácio do Planalto)

Mais Lidos

  • Sem sermão para leigos: escolha certa, argumentos errados. Artigo de Andrea Grillo

    LER MAIS
  • Venezuela abalada por um duplo evento sísmico: um século de energia liberada em uma hora

    LER MAIS
  • As críticas a esta edição da Copa do Mundo “sugerem a existência de movimentos políticos e pessoas preocupadas com outras questões que não só o futebol ou o lucro da copa, como é o caso da FIFA”, avalia o antropólogo

    Copa da diáspora, dos encontros fugazes e das dificuldades de interação com a diferença. Entrevista especial com Arlei Damo

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

16 Novembro 2022

“Nossa formação teológica tem o erro de DNA. Nós temos a presunção de achar que temos a verdade final”, criticou o pastor José Marcos Silva, da Igreja Batista de Coqueiral, do Recife, ao participar do congresso “Conversas Pastorais”, organizado pelo pastor Ed René Kivitz, dias 1º e 2 de novembro, em São Paulo.

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista.  

O encontro, relata o repórter Tiago Dias, do UOL, proporcionou reflexões sobre a prática pastoral em tempos de polarização e pouco diálogo. “Como posso dialogar se vivo num gueto de donos da verdade?” – perguntou Kivitz à plateia de pastores/as, lideranças religiosas e leigos/as. 

Kivitz criticou com veemência os pastores e bispos do que denominou de “centrão evangélico” que, “de maneira vergonhosa e inescrupulosa já se apressam em abandonar Bolsonaro e correr atrás do presidente Lula, vitorioso nas últimas eleições”. “Se eu quero uma igreja viva, preciso me reconectar à raiz. Na Bíblia está escrito: ‘Olhai de tudo, e escolha o bem’”, apontou. 

Pastora de Belo Horizonte que participou do Congresso comentou que se sentiu cansada ao lidar com a comunidade durante as eleições: “Fui chamada de comunista. Vagabunda foi a última que eu ouvi”, relatou. 

Kivitz, 58 anos, foi expulso da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil por defender uma leitura não literal do texto sagrado. “A Bíblia precisa ser atualizada e é um livro insuficiente”, afirmava. “Esse fundamentalismo me expurgou. Tenho hoje o privilégio de não ser identificado e estar no extremo oposto disso que chamo de ‘centrão evangélico’”.

Aos religiosos e religiosas participantes do Congresso, Kivitz admoestou: Pensem como a fala pode ser opressora. “A fala contribui para a desumanização e para a humanização”. Respeitar a liberdade e consciência de cada pessoa é um direito inalienável “de fazer escolhas e assumir o protagonismo de sua própria história, falar a verdade em amor, e jamais pactuar com a violência”. O Evangelho define isso muito bem, afiançou.

Leia mais