Grupos radicais boicotam presença cristã na Terra Santa, denunciam chefes de igrejas

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17 Dezembro 2021

 

Patriarcas e chefes de igrejas de Jerusalém pedem o início de diálogo para a criação de uma zona cultural e patrimonial com vistas a salvaguardar a integridade do bairro cristão na Cidade Velha de Jerusalém. Eles denunciaram, em documento, que cristãos estão sendo alvo de grupos radicais e marginais na Terra Santa.

 

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista.

 

“Desde 2021 tem havido incontáveis incidentes de agressões físicas e verbais contra padres e outros clérigos, ataques a igrejas cristãs, com locais sagrados regularmente vandalizados e profanados, quando cristãos locais simplesmente procuram adorar livremente e viver suas vidas diárias”, menciona a "Declaração sobre a Ameaça Atual à Presença Cristã na Terra Santa".

Grupos radicais procuram, assim, “expulsar a comunidade cristã de Jerusalém e de outras partes da Terra Santa”. A declaração reconhece com gratidão o compromisso declarado do governo de Israel de manter um lar seguro e protegido para os cristãos na Terra Santa.

Mas esse compromisso nacional, apontam os chefes de igrejas, “é traído pelo fracasso de políticos locais, oficiais e agências de aplicação da lei em conter as atividades de grupos radicais que regularmente intimidam os cristãos locais, atacam padres e clérigos e profanam locais sagrados e propriedades de igrejas”.

Grupos radicais, informa a declaração, adquirem propriedades estratégicas no bairro cristão, “com o objetivo de diminuir a presença cristã, muitas vezes usando negociações dissimuladas e táticas de intimidação para expulsar residentes de suas casas”, e interromper as rotas históricas de peregrinação entre Belém e Jerusalém.

O secretário-geral do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), pastor Dr. Ioan Sauca, reconheceu, em nota, a gravidade do declínio da presença cristã na Terra Santa, e apoiou o apelo dos líderes das igrejas por um diálogo urgente com autoridades políticas de Israel, Palestina e Jordânia, “com vistas a enfrentar os desafios apresentados por grupos radicais, e para proteger e apoiar a comunidade cristã”.

 

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