Bispos e bispas anglicanas reforçam apoio ao Grito dos Excluídos

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01 Setembro 2021

 

Em carta pastoral, a Câmara Episcopal da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) une-se ao povo brasileiro no Grito das Pessoas Excluídas, lembrado a cada 7 de setembro, nas reivindicações por saúde, comida, moradia, participação popular, trabalho e renda. O texto lembra palavras do salmista: “O Senhor faz justiça e defende a causa das pessoas oprimidas”.

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista.

O texto lembra as pessoas mortas por covid, perto de 600 mil em pouco mais de um ano e meio, “tendo como protagonista o negacionismo governamental”, agora evidente nas “inúmeras irregularidades que envolveram o protelamento da compra de vacinas e outros insumos enquanto se defendiam interesses particulares”.

Também critica o “insuficiente” auxílio emergencial, a gestão política que elevou o custo de vida “de forma descontrolada” e jogou, segundo o IGBE, 41% das pessoas brasileiras “na insegurança alimentar (sem saber se terão o que comer no dia seguinte)”. A carta lamenta os ataques às instituição democráticas, “especialmente o Supremo Tribunal Federal”, e a legitimidade dos processos eleitorais.

Os 13 bispos e duas bispas do Colégio Episcopal admitem que a democracia brasileira, após o período da ditadura cívico-militar e da Constituição de 1988, tem tido problemas, como toda democracia. “Tais problemas refletem a profunda desigualdade social e econômica que, lamentavelmente, destaca o Brasil entre os países com maior concentração de renda do mundo”. No entanto, segue o texto, “entendemos que não existe outra forma melhor de resolver esses problemas do que o processo democrático, em especial se pensarmos no respeito às garantias de vida e na dignidade humana e ambiental”.

Bispos/as episcopais acompanham “com preocupação que algumas igrejas evangélicas que não participam da histórica caminhada do movimento ecumênico têm reforçado o coro daquelas pessoas que ameaçam o processo democrático e suas instituições, defendendo até mesmo a ruptura institucional de nossa democracia”.

A Câmara Episcopal reafirma, pois, a defesa da democracia, da Constituição Federal de 1988, e dos processos nela previstos, como plebiscitos populares em defesa do patrimônio público e das políticas públicas, os processos de investigação parlamentar e judicial, eleições livres e transparentes.

 

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