Novos cardeais: D. Lojudice: “o importante é a proximidade com a vida das pessoas”

Foto: Vatican News

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28 Outubro 2020

“Tomei conhecimento do anúncio com muita serenidade. O Papa Francisco, sabemos, é imprevisível”. Monsenhor Paolo Lojudice, arcebispo de Siena-Colle di val d'Elsa-Montalcino, comenta assim ao SIR a indicação a cardeal, anunciada pelo Papa Francisco, junto com outros 12 cardeis, no final do Angelus de ontem. “Tivemos um encontro há poucos dias em uma audiência, mas a sua discrição não me surpreende”, continua Lojudice, que será nomeado cardeal no consistório de 28 de novembro: “Para mim conta a confiança, que encontro novamente depois da minha nomeação como bispo. Na época, perguntei-lhe: 'Tem certeza, Papa Francisco? Sou apenas um padre e gosto de fazer isso’. ‘Gosto de você por isso', foi a resposta dele”.

A reportagem é publicada por Agência SIR, 26-10-2020. A tradução é de Luisa Rabolini.

No que diz respeito ao empenho do futuro cardeal ao lado dos “últimos”, como os ciganos de Roma, Lojudice ressalta a continuidade também na sua nova diocese: “É certamente um mundo que não tem os problemas sociais que existem em Roma - observa - também pelas proporções: a diocese de Siena é um quarto da diocese de Roma. Mas não é só a cidade de Siena: o lado sul chega até Amiata e o lado norte até San Gimignano. Porém, não é uma questão de quantidade: aliás, também aqui em Siena o empenho pastoral é uma oportunidade para encorajar as pessoas a darem maior atenção ao próximo.

O Covid foi emblemático por isso: impulsionou-nos ainda mais à solidariedade fraterna, a repensar como fazer parte da cidade”. “Em Roma - destaca o futuro cardeal - estive em paróquias médias, em paróquias ricas e depois em Tor Bella Monaca, onde me encontrei, identificando-me com aquele mundo. Em todos os lugares tentei trazer o que havia de bom”. “Cada fase da vida tem características próprias”, comenta Lojudice: “O que sempre tentei fazer é tentar ler a realidade e torná-la uma oportunidade de apoiar, ajudar, orientar quem precisa. Como diz o Papa, o cardinalato não é um prêmio para a carreira. O importante é a proximidade com a vida das pessoas”.

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