Polícia de Luanda fecha templos da Universal

IURD em Angola. (Foto: Wikimedia Commons)

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23 Setembro 2020

Na retomada das atividades eclesiais em Angola, no final de semana passado, a polícia da capital, Luanda, fechou quatro templos da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) em Kilamba, Estalagem, Km 30 e Samba, embora não estivesse munida de qualquer mandato judicial, queixou-se a liderança da igreja.

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista.

A fonte policial alegou que todos os templos da Universal em território nacional vinculados à igreja brasileira serão encerrados, de maneira gradual, “por despacho do Ministério Público”.

Mapa da Angola, com destaque para Luanda. (Fonte: Britannica)

Em comunicado enviado à agência noticiosa Lusa, a IURD se manifestou “surpreendida” com a chegada da polícia aos templos.

A polícia, diz o comunicado, agiu “de forma truculenta e excessiva, cerceando os membros e fiéis que, na ocasião, estavam exercendo seu direito de liberdade de culto”.

A Universal está envolvida em polêmicas em Angola. No final de junho, dissidentes romperam com a direção brasileira da igreja e elegera o bispo Valente Luiz Bezerra como coordenador da comissão da reforma da instituição angolana

Em entrevista à repórter Tatiana Merlino, da Agência Publica, divulgada pelo IHU, o primeiro bispo ordenado pela IURD no país africano, Felner Batalha, da ala dissidente, garantiu que “a reforma é a expressão da vontade dos membros, obreiros, pastores e bispos da igreja em Angola, que querem mudanças profundas no seio da instituição”. 

Entre os abusos praticados pela IURD em Angola, Felner, 46 anos, acusou a direção da igreja de crimes contra direitos humanos, financeiros e lavagem de dinheiro. “Nós, como instituição religiosa, não podemos compactuar com esse tipo de atos de violação de direitos humanos e crimes financeiros. Queremos que a igreja, aqui em Angola, fique livre desse tipo de práticas”, disse. 

Dos mais de 150 templos da igreja, próprios ou alugados, 90% integraram-se à jurisdição da comissão de reforma, que está presentes em 15 das 18 províncias (estados) angolanas.

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