Para pagar contas, apóstolo Valdemiro vende feijão abençoado

O apóstolo Valdemiro Santiago e o feijão abençoado. | Foto: Reprodução/Youtube

Mais Lidos

  • Quando a cristandade se torna irrelevante, o cristão volta a ser sal. Artigo de Enzo Bianchi

    LER MAIS
  • ​Economista e jesuíta francês ministra videoconferência nesta terça-feira, 28-04-2026, em evento promovido pela Comissão para Ecologia Integral e Mineração da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em parceria com Instituto Humanitas Unisinos – IHU

    Gaël Giraud no IHU: Reabilitar os bens comuns é uma resposta política, social, jurídica e espiritual às crises ecológicas e das democracias

    LER MAIS
  • Guerra, mineração e algoritmos: as engrenagens da desigualdade. Destaques da Semana no IHUCast

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

14 Mai 2020

O apóstolo Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, precisa de dinheiro para pagar “milhares de aluguéis, milhares de funcionários, pastores e bispos, com famílias, também tem as despesas da manutenção do programa na televisão, que custa milhões”, e por isso está vendendo semente de feijão abençoado”, capaz de curar pessoas do covid-19.

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista.

“Estamos convocando empresários, comerciantes, fazendeiros, empreendedores, para plantar uma semente generosa, uma semente grande na obra de Deus. E a semente menorzinha que você vai plantar é de 100 reais, e a maior não tem limite”, anunciou em vídeo. 

@ fiel comprador@ recebe a semente em casa mediante pagamento bancário. A semente vem embalada em caixa apropriada. “Ela vai nascer e vai estar escrito ‘sê tua uma benção’ quando nascer”, porque a própria semente já vem com essa inscrição.

O procurador Wellington Saraiva encaminhou pedido ao Ministério Público de São Paulo para que denuncie o líder da Igreja Mundial do Poder de Deus por suposta prática de estelionato. Na notícia-crime o procurador argumentou que se trata de comercialização que não se encaixa como prática religiosa

“Não se admitem casos de fiéis sem condições econômicas, ainda que plenos de fé, receberem o produto”, justificou Saraiva, segundo o portal UOL. A venda do feijão com a falsa promessa de curar o coronavírus motivou a ação do procurador. Diante da repercussão, a instituição removeu o vídeo de seu canal no YouTube.

 

Leia mais