“Enquanto eu for presidente, não tem demarcação de terra indígena”, afirma Bolsonaro

Foto: Alan Santos | PR

Mais Lidos

  • “A cidade precisa deixar de tratar a população em situação de rua como problema de limpeza urbana ou segurança pública. Trata-se de uma questão de direitos humanos, justiça social e política urbana”, alerta a pesquisadora

    O aumento da população de rua no Brasil e as condições que as atingem em uma sociedade desigual. Entrevista especial com Andréa Braga

    LER MAIS
  • Ucrânia. Inferno de Kostiantynivka. Russos em apuros por toda parte, tentando avançar em Donbass. Artigo de Gianluca Di Feo

    LER MAIS
  • Finitude: o único caminho para a transcendência. Artigo de Slavoj Žižek

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

18 Agosto 2019

O presidente argumentou que os índios já possuem 14% do território nacional demarcado e que já é o suficiente.

A reportagem é de Alexandre Putti, publicada por CartaCapital, 16-08-2019.

O presidente Jair Bolsonaro voltou a se pronunciar sobre demarcação de terras indígenas. Em entrevista na manhã desta sexta-feira 16, o pesselista deixou claro que enquanto for presidente, não haverá nenhuma ação do governo sobre o tema. “Tem locais aqui que para produzir alguma coisa, você não consegue, porque não pode seguir em uma linha reta para exportar ou vender, porque precisa desviar de algum quilombola ou terra indígena. Se eu fosse fazendeiro, não vou falar o que eu faria não, mas eu deixaria de ter dor de cabeça”, justificou.

Bolsonaro argumentou que os índios já possuem 14% do território nacional demarcado e que já é o suficiente. “Estive com os índios ontem e o que eles querem é liberdade para trabalhar, não confinamento pré-histórico”, disse. O tema foi motivo de derrota do presidente no STF. No dia 1º de agosto, os ministros da Suprema Corte decidiram suspender o trecho da medida provisória, editada por Bolsonaro, que transferia ao Ministério da Agricultura a atribuição de realizar demarcações de terras indígenas.

A transferência das demarcações para a Agricultura estava prevista na reestruturação administrativa realizada pelo governo federal em janeiro. No entanto, em maio, a mudança não foi aprovada pelo Congresso, que devolveu a atribuição à Funai.

A Constituição atribui ao Estado o dever de demarcar terras indígenas, que são áreas destinadas à sustentabilidade dos povos nativos. Existentes em todos os estados brasileiros, elas abrangem cerca de 14% da superfície nacional e, salvo situações excepcionais, não podem ser exploradas por não índios, o que ajuda no combate ao desmatamento ilegal.

Leia também