O Papa canonizará Paulo VI e Romero no dia 14 de outubro no Vaticano

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20 Mai 2018

Ele os quer juntos e em Roma para universalizar mais suas respectivas figuras e modelos: São Romero da justiça e São Paulo VI do Concílio. Francisco canonizará no Vaticano, no próximo dia 14 de outubro, Paulo VI e o arcebispo de San Salvador, Óscar Arnulfo Romero, assassinado em 1980 enquanto celebrava a missa, anunciou neste sábado durante o consistório ordinário.

A reportagem é de José María Vidal, publicada por Religión Digital, 19-05-2018. A tradução é de André Langer.

Junto com Paulo VI e dom Romero serão canonizados os padres italianos Francesco Spinelli e Vincenzo Romano, as religiosas Maria Caterina Kasper (alemã) e Nazaria Ignacia March Mesa (espanhola).

Sua canonização ocorrerá durante o Sínodo dos Bispos, a assembleia de bispos de todo o mundo que acontece no Vaticano e que este ano abordará temas relacionados à juventude, de 03 a 28 de outubro.

São Romero da América”, como os salvadorenhos o chamam, foi assassinado no dia 24 de março de 1980 por um esquadrão da morte enquanto celebrava a missa na capela do hospital de câncer da Divina Providência, em San Salvador, nos dias que antecederam a eclosão do conflito armado salvadorenho (1980-1992).

Em suas mensagens, Romero denunciava todas as injustiças daquela época e defendia os mais pobres e desprotegidos, o que acabou lhe custando a vida.

O processo de canonização deste bispo, símbolo de uma Igreja voltada para os pobres da América Latina, durou 24 anos, embora nos últimos tempos tenha sido acelerada após a eleição de Francisco, o primeiro papa latino-americano da história.

Romero foi beatificado em maio de 2016 após ser aprovada a sua condição de “mártir”, que também foi a que encontrou mais objeções durante este processo, porque para um setor mais conservador da Igreja significava conduzir aos altares a Teologia da Libertação, uma corrente eclesial latino-americana de supostas ideias marxistas.

Paulo VI, por sua vez, de nome Giovanni Battista Montini e que exerceu o seu pontificado de 1963 a 1978, é recordado, entre outras coisas, por levar ao término e defender o influente Concílio Vaticano II, iniciado por seu antecessor, o já santo João XXIII, em 1962.

Em 1967, criou cardeal Karol Wojtyla, São João Paulo II, e dez anos depois, Joseph Ratzinger, Bento XVI, o papa emérito.

O Papa Francisco proclamou o Papa Paulo VI beato em outubro de 2014 e na cerimônia destacou a “sua visão de futuro”.

Paulo VI será o terceiro papa canonizado por Francisco, depois de São João XXIII e São João Paulo II, e, em novembro passado, abriu o processo de beatificação de João Paulo I, cujo ministério durou apenas 33 dias, no ano de 1978.

Montini foi o papa que começou as viagens e, portanto, foi o primeiro a visitar a Terra Santa, e fez viagens pelos cinco continentes.

Ele sofreu um atentado em 1970, quando um pintor boliviano o feriu com duas facadas na chegada ao aeroporto de Manila e é, além disso, considerado o papa do diálogo e da reconciliação entre as diferentes Igrejas.

Prova disso foi o histórico abraço com o então Patriarca Atenágoras, que abriu o caminho da reconciliação entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa mais de 500 anos depois do cisma do Oriente.

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