Cardeal Müller defende a decisão da Baviera sobre cruzes. 'Eu prefiro políticos que pendurem a cruz aos que a derrubam', declarou

Foto: Pixabay

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09 Mai 2018

O ex-prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o cardeal Gerhard Müller, entrou na controvérsia sobre a decisão da Baviera de colocar cruzes nos halls de entrada de todos os edifícios públicos a partir de 1º de junho.

A reportagem é de Christa Pongratz-Lippitt, publicada por The Tablet, 08-05-2018. A tradução é de Luísa Flores Somavilla.

Ele obviamente apoia a decisão da Baviera de colocar cruzes nos edifícios públicos – "não importa de quem foi a iniciativa", disse o cardeal Müller à rádio bávara Regensburg, no dia 4 de maio.

"Eu prefiro políticos que pendurem a cruz aos que a derrubam", disse, mas acrescentou que, “claro", não queria "interferir" no debate. "A cruz não é apenas um símbolo religioso no sentido que chama as pessoas a professar a sua fé cristã. É também um protesto contra a injustiça e mostra que podemos viver juntos num espírito de reconciliação. Penso que isso é algo que todos podem aceitar", afirmou.

"A cruz é um símbolo fundamental da identidade da Baviera e do estilo de vida", observou o líder de Estado Markus Soder, após a aprovação da norma.

O presidente da Conferência Episcopal Alemã e arcebispo de Munique, cardeal Reinhard Marx, primeiro acusou a Baviera de "causar problemas e colocar as pessoas umas contra as outras" com sua decisão de colocar cruzes. No entanto, a partir de então ele deu sinais mais conciliadores. Foi uma benção que, na Alemanha, o Estado permitiu que as Igrejas dessem o testemunho de Jesus Cristo, afirmou, em Würzburg, no dia 5 de maio.

De acordo com a última pesquisa do "infratest:dimap", a maioria dos bávaros aprovou a decisão, com 56% a favor e 38% contra. Nos outros estados alemães, no entanto, de acordo com uma pesquisa da "Emnid", 64% é contra a presença de cruzes em edifícios públicos e apenas 20% é a favor.

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