12 de março de 1783 – 10 anos após a Supressão, Pio VI verbalmente aprova jesuítas

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18 Março 2014

Com as famosas palavras "Aprobo, Aprobo, Aprobo", Pio VI dava a aprovação oral aos jesuítas.

A nota é publicada por Jesuit Restoration 1814, 12-03-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Em 1783, os jesuítas ainda estavam em um estado de limbo. Por volta de 1785, Gabriel Lenkiewicz, que foi o segundo vigário-geral, sediado em Polotsk, restabeleceu a vida religiosa que estava em caos pelo choque doBreve de Supressãoe também pelas incertezas diplomáticas que se seguiram.

Uma coisa que aliviou essa incerteza foi a audiência papal dada por Pio VI em 12 de março de 1783. Ao ser informado de que os jesuítas haviam continuado a sua presença na Rússia, o papa repetiu três vezes: "Eu dou a minha aprovação" - o famoso "Aprobo, Aprobo, Aprobo".

Essa declaração foi dada na presença do bispo Benislawski, coadjutor de Mohilew. Ele deu ao vigário-geral um certificado por escrito da aprovação oral, concedida por Pio VI. Já tinham se passado dez anos desde a proulgaçao da Bula de Supressão que Catarina tinha teimosamente se recusado a assinar.

Pela primeira vez, parece que a intransigência de Catarina estava sendo recompensada com esse sinal claro de que São Petersburgo e Roma avançavam juntos. Isso também permitiu aos jesuítas seguirem adiante com uma clareza de consciência e uma maior confiança na tarefa substancial de reorganização da companhia. Essa aprovação oral de Pio VI foi posteriormente confirmada por escrito pelo Papa Pio VII, com a publicação do breve Catholicae Fidei em 1801.

Como indicação da pressão que Pio VI estava sofrendo, ele só conseguiu dar a sua aprovação de forma oral. O seu "Aprobo, Aprobo, Aprobo" foi de muita ajuda aos jesuítas. Nove anos antes, Czerniewicz havia explicado a Pio VI o dilema que os jesuítas enfrentavam com a posição de Catarina contra Roma.

Czerniewicz havia afirmado que, como o breve ainda não tinha sido promulgado, os jesuítas estavam obrigados em consciência a observar seus votos e seguir as constituições. Através de um intermediário (cardeal Rezzonico), uma indicação de Pio VI foi buscada. Enigmaticamente, o papa respondeu: "Que as suas orações, como eu prevejo e vocês desejam, tenham um resultado feliz". Pio VI era um político competente e estava andando sobre uma corda bamba.