Elon Musk deixa grupo de conselheiros de Trump após saída do Acordo de Paris

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

02 Junho 2017

O fundador da Tesla, Elon Musk, cumpriu a ameaça ao informar nesta quinta-feira (1º) que vai deixar o conselho de empresários de Donald Trump, depois que o presidente anunciou a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris sobre o clima.

A reportagem é publicada por G1 reproduzindo informações da Agência France Presse, 01-06-2017.

"Estou saindo do conselho presidencial. As mudanças climáticas são reais. Abandonar [o acordo de] Paris não é bom para os Estados Unidos, nem para o mundo", escreveu no Twitter o milionário, defensor das energias renováveis.

Musk tinha advertido na véspera que deixaria o círculo de conselheiros se o presidente decidisse sair do acordo climático. Somaram-se a ele representantes de outras grandes empresas tecnológicas e indústrias, que expressaram também sua frustração com a decisão presidencial.

"Decepcionado com a decisão de hoje sobre o acordo de Paris", escreveu o CEO da General Electric, Jeff Immelt. "A indústria deve agora liderar e não depender do governo", acrescentou.

A associação Information Technology Industry Council, que representa empresas do setor tecnológico, expressou sua "decepção" com a medida e assegurou que é "um passo atrás na liderança dos Estados Unidos no mundo", disse seu presidente, Dean Garfield.

"Apesar disso, mantém-se intacta a determinação da indústria da tecnologia de inovar e resolver a ameaça que representa a mudança climática e gerar oportunidades que criem empregos e façam crescer nossa economia", acrescentou.

As gigantes petroleiras ExxonMobil e Chevron reiteraram seu apoio ao acordo, enquanto a fabricante de automóveis General Motors indicou que a decisão da Casa Branca não desistirá de buscar soluções para enfrentar as mudanças climáticas.

"A GM não vacilará em seu compromisso com o meio ambiente e sua posição sobre as mudanças climáticas não mudou", indicou a companhia em um comunicado. "Acordos internacionais a parte, nos mantemos comprometidos em criar um ambiente melhor".

Melissa Ritchie, porta-voz da Chevron, disse que sua companhia "apoia continuar com o acordo de Paris, pois representa um primeiro passo rumo a um marco global".

"O acordo se alinha com a própria política da companhia sobre emissões de gás carbônico", acrescentou.

Leia mais