Dois modos de ser católica e feminista

Mais Lidos

  • Escravidão moderna, trabalhadores desprotegidos e precarização universalizada. Entrevista com Reginaldo Ghiraldelli

    LER MAIS
  • Médico defende cuidados paliativos no fim da vida e amenização total da dor em pacientes terminais. “O alívio deve ser na dor total: física, espiritual e emocional”, diz

    Cuidados paliativos: 86% das pessoas que precisam de auxílio no fim da vida são abandonadas. Entrevista especial com Angelo Atalla

    LER MAIS
  • O triunfo do infame. Artigo de Jorge Zepeda Patterson

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

14 Março 2016

"São os homens que detêm o poder na Igreja. O poder de celebrar, de governar ..."

Na base desta constatação, Christine Pedotti e Anne Soupa criaram em 2008 o Comité de la jupe (Comissão de saia), que visava promover uma presença mais ativa das mulheres na instituição católica. Para Anne Soupa, as posições de Roma sobre a maioria das questões relativas às mulheres (aborto, contracepção, igualdade com os homens ...) são batalhas da retaguarda.

A reportagem é de Julien Auriach, publicada por La Vie, 04-03-2016. A tradução é de Ramiro Mincato

E, embora acolhendo com favor a linha do Papa Francisco em visa de um melhor reconhecimento das mulheres, Christine Pedotti discorda com "sua fraseologia que favorece a complementaridade." Dado que mulheres e homens são iguais e não "complementares", porque as mulheres não podem aceder ao sacerdócio? A questão, declarada encerrada pelo Papa João Paulo II, não tem chance de ser reaberta pelo papa atual, e não provoca grande agitação na Igreja ... Outras católicas não se opõem ao magistério. Pelo contrário, elas fazem referência, mas em nome da ecologia, para melhor inserir-se na linha eco-feminista.

"A maioria das técnicas contraceptivas são prejudiciais ao meio ambiente, são caras, negam a natureza carnal das mulheres", afirma Marianne Durano. Esta jovem professora de filosofia, que escreve na Revista Limite, denuncia "a vitória do mercado sobre a família". Um pouco provocativamente, exprime também reservas em matéria de gestão da fecundidade e controle de natalidade. Os problemas estariam coligados, enquanto estas técnicas permitem também um prolongamento do tempo de trabalho das mulheres por meio da criogenização dos oócitos, por exemplo, já praticado na América do Norte.

Menos polêmica, Nathalie Loiseau, diretora do ENA, gosta de dizer que o feminismo católico, antes de tudo "nasceu do humanismo cristão, que não pode tolerar que se deixe de lado a própria vida pessoal em favor de ser mais produtiva. É preciso permitir às mulheres de escolher, também, serem mães e trabalhadoras".