Crescimento do desmatamento coloca Mato Grosso em situação de alerta

Mais Lidos

  • Conhecer Jesus. Artigo de Eduardo Hoornaert

    LER MAIS
  • Freira de 82 anos é morta em convento brasileiro

    LER MAIS
  • Para o pesquisador e membro do coletivo Aceleracionismo Amazônico, é necessário repensar radicalmente as possibilidades políticas tributárias de um paradigma prenhe de vícios modernos

    Pensar de modo abolicionista produz uma ética da generosidade. Entrevista especial com Bräulio Marques Rodrigues

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

12 Março 2015

O desmatamento voltou a crescer na Amazônia e em Mato Grosso. Segundo dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Imazon, o desmatamento na Amazônia atingiu 1.660 quilômetros quadrados no período de agosto de 2014 a janeiro de 2015 (primeiro semestre do atual calendário de monitoramento). Isso representa um aumento de 213% em relação ao mesmo período do ano anterior. Mato Grosso foi responsável por cerca de 45% desse aumento.

A reportagem é de Daniela Torezzan do Instituto Centro de Vida - ICV, publicada pelo portal EcoDebate, 11-03-2015.

A situação de alerta é reforçada pelos dados do Sistema de Detecção em Tempo Real (Deter), divulgados no início deste mês pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O monitoramento apontou que o desmatamento na Amazônia Legal aumentou 40% entre novembro de 2014 e janeiro 2015 em relação ao mesmo período anterior. Nesse trimestre foram detectados 219 quilômetros quadrados de desmatamento, sendo que, no mesmo período entre 2013 e 2014, os alertas totalizaram 156 quilômetros quadrados. Neste cenário, Mato Grosso também lidera a devastação da floresta, com 179 quilômetros quadrados, seguido pelo Pará (56) e Rondônia (21).

De acordo com o Instituto Centro de Vida (ICV) a retomada do desmatamento em Mato Grosso nos últimos seis meses é alarmante, pois, nesse período, o estado já superou o desmatamento total do ano anterior. Também é importante notar que esses não são, tradicionalmente, os meses com maior registro de derrubada da floresta. Ou seja, se a tendência continuar, a probabilidade é de os números aumentarem ainda mais nos próximos meses.

O ICV analisou os dados do SAD para o estado de Mato Grosso nesse período de seis meses (agosto de 2014 a janeiro de 2015), considerando o tamanho das áreas desmatadas, as categorias fundiárias e os municípios onde os desmatamentos ocorreram.

Os dados revelam que parte dos proprietários rurais continua apostando na impunidade, na crença de que as regras do código florestal e as limitações para comercialização de produtos agropecuários oriundos de desmatamentos ilegais não serão mantidas ou poderão ser fraudadas. Revela também fragilidades estruturais de governança, especialmente no tocante à regularização fundiária.

Para a organização, essa situação requer uma atuação forte e imediata dos órgãos ambientais para evitar uma alta ainda mais significativa do desmatamento, colocando em cheque o cumprimento das metas de redução do desmatamento do estado. Requer também um aprofundamento das medidas estruturais de regularização ambiental e fundiária dos imóveis rurais e fortalecimento da gestão ambiental dos municípios, que são prioridades do Programa Mato-grossense de Municípios Sustentáveis.

Confira aqui o documento na íntegra.