Em setembro em Nur-Sultan, capital do Cazaquistão, o encontro entre o Papa Francisco e o Patriarca Kirill?

Encontro entre Francisco e Kirill em Havana (Fonte: Vatican News)

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01 Junho 2022

 

O que poderia acontecer se a UE incluísse o Patriarca Kirill na lista de pessoas sancionadas?

 

A reportagem é publicada por Il Sismografo, 31-05-2022. A tradução é de Luisa Rabolini.

 

Cruzando algumas notícias e pistas diplomáticas das últimas horas, parece plausível, e em processo de preparação, o encontro entre o Papa Francisco e o Patriarca Kirill, que dias após o início da agressão de Moscou contra a Ucrânia estava sendo previsto para acontecer na Cidade Santa de Jerusalém, mas que depois foi suspenso, a pedido do Papa. Agora, pelo que circula em alguns ambientes diplomáticos próximos ao dossiê, entre os mais delicados para o pontificado, volta-se a falar de um possível encontro. O Patriarca e o Papa deveriam se encontrar no Cazaquistão, na capital Nur-Sultan, no contexto do VII Congresso de Líderes das Religiões Mundiais e Tradicionais (14 a 15 de setembro de 2022).

 

Em 25 de novembro passado, em um Comunicado do Patriarcado de Moscou informando sobre a visita do Presidente do Senado do Cazaquistão a Kirill, dizia-se que o líder ortodoxo russo havia aceitado o convite.

 

No passado dia 1º. de maio, o Patriarca Kirill reiterou a sua disponibilidade (The Astana Times).

 

Hoje, no Comunicado conjunto da Santa Sé juntamente com o Cazaquistão para celebrar os 30 anos de relações diplomáticas entre os dois Estados, lemos: o Cazaquistão acolhe favoravelmente a decisão do Papa Francisco de participar do VII Congresso dos Líderes das Religiões Mundiais e Tradicionais a ser realizado em Nur-Sultan em setembro de 2022".

 

As confirmações ou desmentidos deste possível encontro têm que acertar as contas com o desenrolar da guerra nos próximos dias. No meio disso, talvez já amanhã como anunciado, poderia surgir uma questão muito séria, ou seja, que a União Europeia inclua o Patriarca Kirill na lista de personalidades sancionadas.

 

Vale lembrar que no passado dia 11 de abril o Papa falou por videoconferência com o Presidente do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokayev, e declarou que aceitava o convite para visitar o país por ocasião do VII Congresso, mas depois a Sala de imprensa do Vaticano diminuiu a questão dizendo que as palavras do Pontífice eram apenas a manifestação de um "desejo".

 

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