Papa alerta para o perigo, a tentação do formalismo litúrgico

Fonte: Vatican News

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

09 Mai 2022

 

No encontro neste sábado (07) com os membros do Pontifício Instituto Litúrgico Santo Anselmo de Roma, que se dedica ao estudo da liturgia o Papa recordou as três dimensões fundamentais para renovar a vida litúrgica. “Devemos continuar a tarefa de formar à liturgia para sermos formados pela liturgia”.

 

A reportagem é de Jane Nogara, publicada por Vatican News, 07-05-2022.

 

Na manhã deste sábado (07) o Papa Francisco recebeu os membros do Pontifício Instituto Litúrgico Santo Anselmo por ocasião do 60° aniversário de sua fundação, um Instituto que se dedica ao estudo da Liturgia. Uma necessidade, disse o Papa, que encontrou uma motivação iluminadora no Concílio Vaticano II com a constituição litúrgica Sacrosanctum Concilium.

 

“Deste impulso conciliar – disse o Papa – destacaram-se três dimensões para renovar a vida litúrgica. A primeira é a participação ativa e fecunda na liturgia; a segunda é a comunhão eclesial animada pela celebração da Eucaristia e dos Sacramentos da Igreja; a terceira é o impulso à missão evangelizadora a partir da vida litúrgica que envolve todos os batizados”. E afirmou que o Pontifício Instituto Litúrgico está ao serviço desta tríplice necessidade.

 

Participação ativa na vida litúrgica

 

No que se refere à formação a viver e promover a participação ativa na vida litúrgica, Francisco disse:

 

"A chave aqui é educar as pessoas para entrarem no espírito da liturgia. E para saber como fazer isso, é necessário estar impregnado desse espírito”. No seu Instituto, disse ainda, “isto é o que deveria acontecer: estar impregnado do espírito da liturgia, sentir seu mistério, com uma maravilha sempre nova".

 

“A liturgia não é propriedade, não, não é uma profissão: a liturgia é celebrada. E só se participa ativamente na medida em que se entra em seu espírito. Não é uma questão de ritos, é o mistério de Cristo, que de uma vez por todas revelou e cumpriu o sagrado, o sacrifício e o sacerdócio. O culto em espírito e verdade”.

 

"Sobre este ponto, gostaria de sublinhar o perigo, a tentação do formalismo litúrgico: ir atrás das formas, das formalidades e não da realidade, como vemos hoje naqueles movimentos que tentam retroceder e negar o próprio Concílio Vaticano. Neste caso, a celebração é recitação, é algo sem vida, sem alegria".

 

Comunhão eclesial

 

Referindo-se ao segundo aspecto Francisco afirmou que a dedicação ao estudo litúrgico aumenta a comunhão eclesial, ponderando:

 

“Dar glória a Deus na liturgia se reflete no amor ao próximo, no compromisso de viver como irmãos e irmãs em situações cotidianas, na comunidade em que me encontro, com seus méritos e limitações. Este é o caminho para a verdadeira santificação. Portanto, a formação do Povo de Deus é uma tarefa fundamental para se viver uma vida litúrgica plenamente eclesial”.

 

Missão evangelizadora

 

Quanto ao terceiro aspecto, que afirma que cada celebração litúrgica se conclui sempre com a missão o Papa recordou aos presentes:

“O que vivemos e celebramos nos leva a sair ao encontro dos outros, ao encontro do mundo ao nosso redor, ao encontro das alegrias e necessidades de tantos que talvez vivam sem conhecer o dom de Deus. A vida litúrgica genuína, especialmente a Eucaristia, sempre nos impele à caridade, que é, antes de tudo, abertura e atenção ao outro”.

 

Em seguida, depois das três dimensões fundamentais dirigindo-se aos presentes disse:

 

“Sublinho mais uma vez que a vida litúrgica, e o estudo da mesma, deve levar a uma maior unidade eclesial. Não é possível adorar a Deus e, ao mesmo tempo, fazer da liturgia um campo de batalha para questões que não são essenciais”.

 

Recomendando por fim:

 

“Os desafios do nosso mundo e do momento atual são muito fortes. A Igreja precisa hoje como sempre viver da liturgia. Os Padres Conciliares fizeram um grande trabalho para garantir que assim fosse. Devemos continuar esta tarefa de formar à liturgia para sermos formados pela liturgia. A Santíssima Virgem Maria, juntamente com os Apóstolos, rezavam, partiam o Pão e viviam a caridade com todos. Pela sua intercessão, a liturgia da Igreja torne presente hoje e sempre este modelo de vida cristã".

 

 

Leia mais