Governo brasileiro continua a aumentar taxa de desflorestamento na Amazônia

Desmatamento na Amazônia | Foto: Vinícius Mendonça / Ibama

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

09 Novembro 2021

 

Segundo Paulo Artaxo, a área desmatada já chega a 10.800 km², o que resulta em quedas no equilíbrio ecológico da floresta amazônica e na emissão de gases de efeito estufa.

 

A reportagem é de Simone Lemos, publicada por Jornal da USP, 05-11-2021.

 

O desmatamento da Amazônia foi um dos destaques da COP26, Conferência sobre o Clima da Organização das Nações Unidas, realizada em Glasglow, na Escócia. Dados do Sistema de  Alerta de Desmatamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que monitora a floresta por satélites, divulgados antes do evento, mostraram que somente em setembro foram devastados 1.224 km² na região. Isto equivale ao tamanho da cidade do Rio de Janeiro. Setembro foi o sexto mês de 2021 em que a Amazônia teve a maior área destruída na década. Esse resultado mostra que o acumulado desde janeiro chegou a 8.939 km², 39% a mais do que o mesmo período do ano passado e o pior índice em 10 anos.

Segundo Paulo Artaxo, professor do Instituto de Física da USP, “hoje a área desmatada já chega a 10.800 km² e as políticas do governo brasileiro continuam a aumentar as taxas de desflorestamento na região. Como resultado, há quedas no equilíbrio ecológico da floresta amazônica e emissão de gás de efeito estufa, agravando o aquecimento global”.

Durante a Conferência, ocorreu uma negociação na qual se estabeleceu uma moratória do desmatamento global, definindo que a humanidade deveria atingir um desmatamento zero em 2030. O professor Artaxo lembra que “ainda é preciso uma regulamentação e o estabelecimento de mecanismos financeiros” para que isso possa ser realizado. No encontro da COP26, o Brasil e mais de 100 países, em um esforço global, se comprometeram a reduzir em 30%, se comparado aos níveis de 2020, as emissões de metano até 2030. Metade dos 30 principais emissores do gás, responsáveis por dois terços da economia global, assinou o documento. O Brasil é o quinto maior emissor. O professor Artaxo lembra que “a pecuária e a exploração de gás natural são as principais fontes de emissão do gás metano.”

 

Leia mais