Guatemala. “Uma das piores crises de desnutrição devido à pandemia e a catástrofe climática”, afirma procurador de Direitos Humanos

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18 Outubro 2021

 

A Guatemala enfrenta “uma das piores crises de segurança alimentar”, problema que se agudizou com a pandemia e a catástrofe climática, advertiu, neste sábado, o procurador de Direitos Humanos do país, Jordan Rodas, ao assegurar que 39 crianças morreram por desnutrição em 2021.

A reportagem é publicada por La Jornada, 16-10-2021. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

“Guatemala enfrenta um panorama difícil para cumprir com os compromissos contidos nos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio da ONU, particularmente o Fome Zero”, que busca reduzir a pobreza e a desnutrição para 2030, afirmou Rodas, no Dia Mundial da Alimentação.

Mesmo assim, lamentou que 16% dos quase 17 milhões de guatemaltecos sofra desnutrição, que 18% viva em insegurança alimentar grave e que 45% em situação de insegurança alimentar moderada.

Segundo a ONU, quase 50% das crianças menores de cinco anos sofre desnutrição crônica na Guatemala, o índice mais alto da América Latina. Nos primeiros nove meses este ano, morreram 39 crianças menores de cinco anos por desnutrição aguda, denunciou Rodas.

Trata-se de “umas das maiores crises de insegurança alimentar e nutricional devido aos efeitos provocados pela covid-19 e fenômenos climáticos como as tempestades Eta e Iota” no ano passado, que deixaram dezenas de mortos, destruição de lavouras de subsistência e danos à infraestrutura, lamentou.

Assim, o ombudsman recomendou ao presidente Alejandro Giammattei empreender “uma política agressiva e eficiente encaminhada para garantir o direito à alimentação da população que se encontra em insegurança alimentar, especialmente de crianças com desnutrição aguda e crônica e famílias afetadas severamente pelos impactos da pandemia e das tempestades tropicais”.

 

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