Vaticano, três guardas suíços no-vax pedem demissão: não aceitam a obrigação do green pass decidido pelo Papa. Mais três suspensos

Foto: Francesco Ammendola/Fotos Públicas

Mais Lidos

  • Leão XIV proclama o segredo mais bem guardado da Igreja Católica em ‘Magnifica Humanitas’. Artigo de Thomas Reese

    LER MAIS
  • ​Prevenção da violência, enfrentamento da criminalidade e recuperação de jovens em conflito com a lei dependem de políticas que ultrapassem o punitivismo penal, defende o advogado

    Redução da maioridade penal e a lógica punitivista: “A segurança pública não será alcançada apenas por meio do aumento da punição”. Entrevista especial com Alexander Rodrigues de Castro

    LER MAIS
  • Horas antes do cisma ser finalizado, Pagliarani responde ao Papa: "Não somos cismáticos, somos o remédio de que a Igreja precisa"

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

04 Outubro 2021

 

O porta-voz da Guarda suíça, Urs Breitenmoser: os três alabardeiros deixaram seu serviço "livremente".

A reportagem é de Franca Giansoldati, publicada por Il Messaggero, 03-10-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

As medidas estritas e rigorosas introduzidas em todo o Vaticano pelo Papa Francisco sobre a obrigação do green pass começaram a produzir os primeiros problemas. Os no-vax ou as pessoas que trabalham no Vaticano contrárias à vacinação continuam sendo uma porcentagem pequena, mas desta vez quem fomenta o caso novamente - após a denúncia feita por Francisco ao retornar de sua viagem à Eslováquia sobre a presença de cardeais contrários - é a clamorosa deserção de três guardas suíços. Os três militares preferiram renunciar aos seus empregos a serem vacinados, embora, em maio, tivessem jurado como todos servir fielmente ao Papa, oferecendo suas vidas, se necessário, como os alabardeiros suíços fizeram cinco séculos atrás contra os lansquenetes.

Ao todo, os guardas sem vacina, que obviamente se tornou obrigatória após a entrada em vigor da disposição assinada pelo cardeal Pietro Parolin, foram seis. Apenas três deles aceitaram ser vacinados, os demais preferiram deixar o cargo e voltar para a Suíça. Isso é relatado pelo jornal suíço 'Tribune de Geneve'.

O porta-voz da Guarda Suíça Urs Breitenmoser, confirmando a notícia, disse que três alabardeiros deixaram o serviço "livremente", enquanto outros três estão suspensos de suas funções até que tenham completado o ciclo de vacinação.

“É uma medida que se adequa a de outros corpos de armas no mundo”, explica o porta-voz do exército do Papa. A partir de 1º de outubro, o green pass é obrigatório para todos os funcionários do Vaticano, e pode ser obtido não só com a vacina, mas também com um teste negativo. No caso específico da Guarda suíça, que está sempre em contato próximo com o Papa e seus hóspedes, considerou-se que o teste não era suficiente porque poderia não detectar contágios recentes e, portanto, foi escolhido o caminho da vacina obrigatória.

 

Leia mais