Governo Bolsonaro. Pelo menos 2 milhões de famílias caíram para a extrema pobreza

Foto: Piqsels

Mais Lidos

  • Comando Vermelho usa drones gigantes para transportar até 20 fuzis FAL ou AR-15 entre favelas no Rio

    LER MAIS
  • Viver em contínuo Pentecostes. Comentário de Adroaldo Palaoro

    LER MAIS
  • “Esse debate se torna ainda mais importante em um ano eleitoral, porque é fundamental assegurar que os resultados positivos no combate à fome sejam preservados, independentemente de qual governo esteja no poder, seja de direita, seja de esquerda ou centro”, afirma o especialista

    "Os dados mostram que o Brasil conseguiu retornar a um nível de insegurança alimentar semelhante ao registrado em 2014, ano em que o país saiu do mapa da fome da ONU". Entrevista especial com Lucas Moura

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

27 Setembro 2021

 

Pelo menos 2 milhões de famílias brasileiras tiveram a renda reduzida e caíram para a extrema pobreza entre janeiro de 2019 e junho deste ano. Os dados são do Cadastro Único do governo federal, o chamado CadÚnico, que aponta para um aumento mês a mês de pessoas na miséria desde novembro de 2020. Em dezembro de 2018, durante o governo Michel Temer (MDB), eram 12,7 milhões na pobreza extrema. Dois anos e meio depois e com Jair Bolsonaro na Presidência, esse número chegou a 14,7 milhões em junho de 2021. Família em extrema pobreza é aquela com renda per capita de até R$ 89 mensais. Em regra, são pessoas que vivem nas ruas ou em barracos e enfrentam insegurança alimentar recorrente.

 

A reportagem é de Carlos Ribeiro, publicada por Folha de S. Paulo, 27-09-2021.

A íntegra da reportagem pode ser lida aqui.


Fome é dor, é uma porrada

“Já faltou comida a ponto de eu pegar três ovos com farinha e dar para meus filhos comerem, pegar só uma colher para mim e mentir para eles que eu estava cheia. Passar fome é dor, é uma porrada. A dor passa, a fome não. Ela remói. Uma dor que agonia. Sei o que é” – Michele Figueiredo Bastos, 41, está desempregada, mãe de três filhos – Portal Uol, 26-09-2021.

 

Maior agonia

“Quando a gente almoça, ninguém janta. Quando janta, ninguém almoça. Quando vejo meus netos com fome, procuro dar um jeito, junto latinha para vender. Não dá para ficar sossegado” – Emanuel Feitosa Gomes, 62, agricultor, tinha dividido três salsichas e três ovos com duas filhas desempregadas e quatro netos. A panela de sopa ia salvar a janta, segundo ele. Ver os netos com fome é a maior agonia – Portal Uol, 26-09-2021.

 

Leia mais