Que o mundo saiba. Palestino está desde julho em greve de fome contra “detenção administrativa” israelense

Protestos para liberação dos palestinos presos | Foto: Mohammed Asad/Middle East Monitor

Mais Lidos

  • Quando a Igreja perde seus ministros: notas teológico-pastorais sobre a desistência presbiteral. Artigo de Eliseu Wisniewski

    LER MAIS
  • Pesquisadores refletem sobre possíveis riscos e efeitos do El Niño em 2026 à luz das enchentes de 2024 e das ações realizadas pelo poder público nos últimos dois anos

    El Niño no RS: probabilidade de cheias é dobrada, mas há incerteza sobre a magnitude do fenômeno climático. Algumas análises

    LER MAIS
  • Liturgia do 12º domingo comum de 2026 (A). Comentário de Jairo del Agua

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

15 Outubro 2020

Maher al-Akhras, palestino, está detido em uma prisão israelense desde julho passado, e, desde então, já se passaram 79 dias nos quais ele se recusou a comer.

A nota é de Tonio Dell’Olio, publicada por Mosaico di Pace, 14-10-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Maher al-Akhras escolheu a greve de fome, mas agora as suas condições se tornaram muito críticas. Ele quer chamar a atenção do mundo para a flagrante injustiça da “detenção administrativa” que prevê uma prisão preventiva prolongada sem relatar as motivações e, portanto, sem que a pessoa presa possa se defender.

Se al-Akhras põe a própria vida em risco é para sensibilizar o mundo sobre essa condição. O fato é que quase ninguém está falando disso.

Por isso, peço aos leitores e leitoras que escrevam sobre essa história nas redes sociais, que a divulguem, que a tornem conhecida, que aumentem a indignação.

Michele Giorgio escreve no jornal Il Manifesto: “Essa medida [de detenção administrativa], proibida por leis e convenções internacionais, prevê períodos renováveis de detenção sem processo. Ela foi introduzida pela primeira vez na Palestina durante o mandato colonial britânico (que terminou em 1948). Mas as autoridades israelenses ainda a empregam contra os palestinos sob ocupação militar. Neste momento, há cerca de 350 palestinos encarcerados sem acusação ou processo de um total de 4.400 presos políticos. Desde 1967, ano de início da ocupação da Cisjordânia, Gaza e Jerusalém Oriental, foram emitidas pelo menos 50.000 ordens de detenção administrativa”. 

Leia mais