“Não deixar ninguém para trás e construir um futuro melhor para o país”, declaração conjunta de líderes religiosos brasileiros

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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14 Agosto 2020

Em uma declaração conjunta, representantes das principais denominações religiosas do Brasil exortam a construir um futuro melhor para todos, dando prioridade aos mais vulneráveis e renovando a democracia no país “para que a dignidade humana seja uma garantia do presente e do futuro que queremos construir para todos os brasileiros”.

A reportagem é de Lisa Zengarini, publicada por Vatican News, 13-08-2020. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

“É hora de construir famílias, comunidades e uma sociedade unida cheia de alegria e oportunidades para todos, a partir do compromisso com a paz, a compaixão e o cuidado dos demais, especialmente dos mais vulneráveis, sem nos esquecermos de valorizar a diversidade de nossos povos e de fortalecer nossos vínculos de sustentabilidade para ter ar e água limpos, através do cuidado de nossa terra, clima e florestas”. É um forte convite à esperança inspirada pela fé, porém também à ação para “não deixar ninguém para trás” durante a pandemia do coronavírus, lançado pelos líderes das principais denominações religiosas do Brasil.

O convite figura em uma declaração conjunta assinada, em nome da Igreja Católica, por dom Joel Portella Amado, secretário-geral da Conferência Episcopal Brasileira CNBB, a Aliança Batista do Brasil, a Aliança Cristã Evangélica Brasileira, o Conselho Nacional das Igrejas Cristãs, a Confederação Israelita do Brasil, a União Nacional Islâmica e o Instituto Nacional de Tradição e Cultura Afro-brasileira. Frente a uma das mais graves crises sanitárias, econômicas e sociais da história do país, os líderes religiosos recordam que os brasileiros “não estão sozinhos” nesta batalha, que é compartilhada por todos os povos do planeta.

Continue cultivando esperança e solidariedade

“Como pessoas de fé”, afirmam, “também somos guiados por uma esperança ativa e construtiva. Uma esperança confortada pelos numerosos gestos de solidariedade do povo brasileiro para com os mais necessitados; pela dedicação dos profissionais de saúde ao cuidado com os doentes; pelo senso de responsabilidade dos gestores públicos que entendem a gravidade da situação e tomam decisões difíceis; pelos empregadores que colocam a vida e a saúde de seus empregados antes de seus lucros; pelo compromisso de muitos líderes religiosos em acompanhar espiritual e psicologicamente as suas comunidades de fé neste momento difícil”. Daí o convite a “continuar cultivando esta esperança e solidariedade”, mas também a sua própria saúde, seguindo as recomendações das autoridades sanitárias e dos especialistas.

Por fim, o chamado à sociedade brasileira “a se mobilizar para construir um futuro melhor”. Os líderes religiosos pedem em particular “um maior cuidado conosco e com o planeta”; que a prioridade seja dada aos mais pobres e vulneráveis; que “sejam superados o racismo e qualquer outra forma de discriminação e preconceito” e que se busque uma forma de renovar a democracia no país para que a dignidade humana “seja uma garantia do presente e do futuro que queremos construir para todos os brasileiros”.

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