O desmatamento em terras ocupadas por tribos indígenas mais que dobrou. A Amazônia brasileira devastada, segundo o jornal L'Osservatore Romano

Desmatamento na Terra Indígena Ituna Itatá. | Foto: Rede Xingu+

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06 Março 2020

O desmatamento em terras ocupadas por tribos indígenas isoladas presentes na Amazônia brasileira, ou seja, povos indígenas sem contato com a sociedade, mais que dobrou entre julho de 2018 e julho de 2019, registrando a maior taxa de crescimento desde 2008. A imagem emerge, e é definida de "devastadora", em um novo relatório publicado nos últimos dias pelo Instituto Socioambiental, ONG brasileira, segundo o qual cerca de 21.000 hectares de floresta foram eliminados, 113% a mais que no ano anterior.

A informação é publicada por L'Osservatore Romano, 4/5-03-2020. A tradução é de Luisa Rabolini.

Em Ituna Itatá, no estado amazônico do Pará, o desmatamento foi assustador: 656% a mais em 2019.

Segundo o relatório, esse cenário se deve ao enfraquecimento progressivo das políticas de controle ambiental no país. Os dados do sistema oficial de monitoramento da Amazônia Brasileira do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que utiliza imagens de satélite, foram utilizados para as pesquisas. Deles resulta que 42.679 hectares de floresta tropical foram destruídos no país em 2019, 80% a mais do que em 2018.

 

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