Discurso de Bolsonaro em Davos não combina com realidade de seu governo

Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil falando durante a sessão: “Discurso Especial de Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil” na Reunião Anual de 2019 do Fórum Econômico Mundial em Davos, 22 de janeiro de 2018. Centro de Congressos – Salão de Congressos. Fórum / Christian Clavadetscher

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

23 Janeiro 2019

Nota do secretário-executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl, publicada por Observatório do Clima, 22-01-2019.

Eis a nota.

O presidente Jair Bolsonaro merece cumprimentos por ter destacado, em seu discurso no Fórum Econômico Mundial nesta terça-feira (22), a necessidade de harmonia entre desenvolvimento econômico e proteção ambiental. Bolsonaro também se comprometeu a trabalhar juntamente com o resto do mundo pela diminuição das emissões de CO2 – é a primeira vez que o presidente menciona luta contra a mudança climática de forma positiva, sem senões ou condicionantes.

Infelizmente, o discurso não combina com a realidade dos primeiros 21 dias de administração Bolsonaro. O governo federal tem agido de forma concreta para subjugar a agenda ambiental ao agronegócio e desmantelar a governança climática. Os resultados podem ser vistos no chão: o desmatamento na Amazônia está em alta e uma onda de invasões de terras indígenas está em curso.

O presidente precisa agir rapidamente para corrigir o rumo se suas palavras em Davos foram sinceras. Do contrário, a comunidade internacional e os brasileiros mais vulneráveis ficarão com declarações vazias, e a economia brasileira verá mercados se fecharem e investidores irem embora.

Leia mais