Pedofilia, a petição on-line do sacerdote que pede a renúncia do arcebispo de Lyon, França

Cathédrale Saint-Jean-Baptiste de Lyon | Foto: Matt Neale /Wikimedia Commons

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23 Agosto 2018

O cardeal-arcebispo de Lyon, Phillippe Barbarin, está sendo processado por não relatar os abusos sexuais acontecidos em sua diocese e em particular aqueles de um padre, Bernard Preynat, acusado de pedofilia por um grupo de ex-escoteiros.

A informação é de Elisabetta Rosaspina, publicada por Corriere della Sera, 22-08-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

"Demitir-se do cargo de cardeal e de arcebispo seria certamente a morte civil, mas estarias finalmente à altura dos acontecimentos", escreve ao seu superior padre Pierre Vignon, o sacerdote de Valence, na região francesa de Rhône-Alpes, que organizou em change.org uma petição online para que o Cardeal Philippe Barbarin "assuma finalmente as suas responsabilidades". O prelado está sendo processado por não ter denunciado os abusos sexuais cometidos em sua diocese e em especial aqueles de um padre, Bernard Preynat, acusado de pedofilia por um grupo de ex-escoteiros. Com uma longa carta aberta ao seu superior, o padre Vignon defende a subscrição aberta por duas associações, a Avref (Ajuda às vítimas de violações de movimentos religiosos na Europa e as suas famílias), e La Parole libérée, e exorta o cardeal a renunciar ao seu cargo. "Já deveria ter renunciado depois de seu deslize: Graças a Deus os fatos já prescreveram" lembra-lhe o sacerdote de Valence, que teria se decidido sobre esse passo após a sofrida intervenção do Papa sobre as centenas de casos de pedofilia nos EUA: "Assumimos que não soubemos estar onde deveríamos estar - escreveu o Papa - que não agimos a tempo para reconhecer a dimensão e gravidade do dano que estava sendo causando a tantas vidas. Nós negligenciamos e abandonamos os pequenos".

O padre Pierre Vignon sentiu-se chamado em causa: "O apelo do papa é claro. O povo de Deus deve reagir e, portanto, é meu direito estimular a fazê-lo -. Estamos em uma daquelas horas cruciais da história em que se impõem grandes ações". O porta-voz do arcebispo de Lyon respondeu que aquela do sacerdote é uma iniciativa pessoal e que o cardeal já se desculpou. Barbarin sempre negou ter acobertado agressões sexuais, mas admitiu em entrevista ao "Le Monde" que suas providências não foram à altura da situação e de ter "cometido erros" em uma tentativa de conter os escândalos. Falando à BFMTV o padre Vignon, em vez disso o acusou de ter preferido, com seu silêncio, "estar ao lado do predador em vez das vítimas" e ter deixando "o predador" impune no seu cargo.

No início de setembro será anunciada a nova data do processo, já adiado por questões processuais. Justamente na espera por uma decisão, o Papa havia suspendido o seu juízo sobre o assunto, em uma entrevista ao La Croix em maio 2016 e tinha dito, sobre a renúncia do arcebispo: "Vamos ver depois da conclusão do processo. Mas agora seria uma admissão de culpa". A coleta de assinaturas enquanto isso procede rapidamente: nas primeiras 18 horas já passou das 4.000 assinaturas e se aproxima do objetivo de 5000.

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